O Senado poderá chegar a 49 integrantes favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal após o resultado das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Para aprovar o afastamento, porém, seriam necessários pelo menos 54 votos — dois terços do total de senadores.
Atualmente, cerca de 14 senadores com quatro anos de mandato já se posicionaram a favor da medida. A esse grupo se somariam 35 novos senadores eleitos que apoiam o afastamento de ministros da Corte.
A quantidade de votos não garante, por si só, que o processo avance. Antes da votação, cabe ao presidente do Senado decidir se aceita, rejeita ou arquiva a petição inicial de impedimento.
Composição da base favorável
O PL, partido apontado como principal defensor do afastamento de ministros do STF, elegeu 19 senadores. Com nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, a legenda passa a ocupar 28 cadeiras na Casa.
Também integram a chamada “Superbancada pró-impeachment” três senadores da Federação União-Progressista, três do Partido Novo, três do MDB e dois do Republicanos. O grupo inclui ainda parlamentares eleitos pelo partido de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência.
Alexandre de Moraes é o principal alvo
Alexandre de Moraes aparece como o principal nome na mira de filiados ou aliados do PL para um eventual impeachment. Relator do processo da trama golpista, o ministro conduziu o julgamento que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo.
O impeachment, também chamado de impedimento, é um processo jurídico para retirar do cargo e cassar o mandato de uma autoridade acusada de crime de responsabilidade. No Brasil, o procedimento está previsto na Constituição Federal e na Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) e pode alcançar o presidente da República, governadores, ministros de Estado e ministros do STF.



