São Paulo, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Resultado do 1º turno dificulta avanço da PEC que acaba com escala 6x1

Teresa Leitão afirma que governo manterá rito de cinco sessões para pressionar o Senado a votar a proposta.

Resultado do 1º turno dificulta avanço da PEC que acaba com escala 6x1

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que ficou mais difícil aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 após o resultado das eleições no primeiro turno. O modelo prevê seis dias de trabalho e um de folga por semana.

A estratégia do governo é cumprir o rito regimental de cinco sessões de discussão para aumentar a pressão sobre os senadores. A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

— Está mais difícil aprovar. Mas, na hora em que você cumpre o rito regimental, aumenta a pressão pela aprovação — disse Teresa Leitão. Segundo ela, abandonar a tramitação significaria “jogar a toalha”.

Calendário no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o calendário previsto antes do primeiro turno, segundo interlocutores. A Casa deve realizar sessões de discussão sobre a PEC na terça, quarta e quinta-feira.

O regimento exige cinco sessões de discussão antes da votação de uma PEC, mas o prazo pode ser reduzido por acordo. A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), disse que Alcolumbre não se comprometeu com o governo a aprovar a proposta e apenas cumpriu o compromisso de pautar o debate.

A senadora afirmou que a votação dependerá do quórum e do clima. A sessão desta terça-feira será semipresencial.

Para ser aprovada, a PEC precisa de 49 votos em dois turnos. Parlamentares da oposição são contra a discussão antes do resultado da eleição presidencial. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, também se opõe à proposta.

O PL saiu do primeiro turno como o maior partido do Senado. A partir do ano que vem, terá uma bancada de 28 senadores, mais de um terço da Casa. Embora os novos parlamentares só assumam em fevereiro do ano que vem, o tamanho da bancada já influencia as articulações para a eleição da presidência do Senado.

Líderes governistas avaliam que a pauta não teria mais tempo para produzir efeito eleitoral e que o resultado das urnas reduziu a força política do governo para acelerar a votação. Nesse cenário, Alcolumbre também calcula se mantém a proposta na pauta enquanto o governo se reorganiza para o segundo turno.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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