BRASÍLIA — A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) iniciou articulações para ampliar o apoio ao candidato no segundo turno, afirmou nesta segunda-feira (5) o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da candidatura. Ele disse que adversários e partidos do Centrão que ficaram neutros no 1º turno serão recebidos pela campanha.
“Todos são bem-vindos, todos aqueles que acreditam que é importante derrotarmos o PT”, declarou Marinho a jornalistas. Segundo o senador, a equipe conversa com partidos que não apoiaram formalmente Flávio na primeira etapa, entre eles PP, União Brasil, Republicanos e Podemos.
A expectativa é concluir as principais negociações até quinta-feira (8). Os apoios serão anunciados conforme forem formalizados, disse Marinho. A campanha busca eleitores que não votaram em Flávio no primeiro turno. “Sabemos que não há nada ganho ainda”, afirmou o senador.
Reuniões e agenda de campanha
Flávio e aliados devem viajar nesta terça-feira (6) para Goiás, onde conversarão com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e seu grupo político. Também estão previstas reuniões com o partido Novo e com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Augusto Cury (Avante) foi contatado. Marinho não respondeu se houve procura por Renan Santos (Missão), que declarou não apoiar Flávio.
O senador também afirmou que Flávio deve receber nos próximos dias uma delegação de parlamentares ligados ao agronegócio. Paralelamente às articulações, a campanha prepara a agenda de rua do segundo turno, prevista para começar na sexta-feira, 9, inicialmente com atividades em São Paulo.
Marinho atribuiu parte do crescimento da bancada do PL à insatisfação da população com o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, integrantes da Corte “se colocaram no centro do palco político”, em uma avaliação sobre a interferência de um Poder sobre os demais Poderes da República.




