São Paulo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Fachin sugere que Gonet deixe sessão do STF sobre caso Banco Master

Presidente do STF conversou com o procurador-geral e aventou a presença do vice-PGR na análise marcada para terça-feira (15).

Fachin sugere que Gonet deixe sessão do STF sobre caso Banco Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sugeriu ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que não participe da sessão que analisará o relatório sobre o caso do Banco Master. A reunião está marcada para a próxima terça-feira (15), e Fachin aventou que a Procuradoria-Geral da República seja representada pelo vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand.

O relatório aponta Alexandre de Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master. O documento também menciona Gonet. A sessão deverá examinar o conteúdo do relatório e ainda tem pontos indefinidos, como quem poderá votar, em que momento e de que forma.

Segundo interlocutores da corte, Fachin chegou a considerar a adoção de uma medida judicial para afastar Gonet do caso. Depois, concluiu que seria melhor uma solução que envolvesse uma iniciativa do próprio procurador-geral.

Gonet esteve no gabinete da presidência do STF na tarde de quinta-feira (10). A conversa com Fachin durou cerca de meia hora. A ausência do procurador-geral é considerada relevante caso a PGR decida fazer manifestação oral no plenário.

Menções nas investigações

A investigação policial reúne diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha a Vorcaro mensagens atribuídas a Gonet. Em outras conversas, Vorcaro pede a Moraes que acione o procurador-geral e o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra o Banco Master.

As apurações também mencionam um pedido do filho de Gonet para que o banqueiro participasse de um evento em Londres, com as despesas pagas por ele.

Em conversas com a equipe, Gonet negou ter relação próxima com Vorcaro e afirmou que Moraes nunca pediu interferência em investigações sobre o banco. Integrantes da PGR dizem que o procurador-geral conhecia Ciro Soares e o tratava de forma amigável, por ser esse seu estilo.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, no último dia 3, procedimento para apurar as menções a Gonet nas mensagens do ex-banqueiro. O procurador-geral pretende usar o caso para rebater alegações de suspeição e poderá se manifestar em uma sessão do Conselho.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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