O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que os casos envolvendo ele e André Mendonça fossem analisados em conjunto.
Com a decisão, a sessão plenária marcada para 15 de setembro tratará apenas do relatório da Polícia Federal sobre mais de 50 mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes afirmou que a separação poderia gerar um “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.
Fachin marcou para 23 de setembro a análise da atuação de Mendonça no caso Master. A sessão vai considerar dados de um relatório de inteligência da Polícia Federal elaborado a partir de um pedido de Moraes.
O que está sob análise
A investigação sobre Moraes examina as mensagens e o contato frequente mantido entre o ministro e Vorcaro, conforme informações da Polícia Federal.
No caso de Mendonça, a apuração trata de uma suposta falta de imparcialidade e de seletividade na investigação de alvos políticos, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o próprio Moraes. O relatório da Polícia Federal que deu origem à apuração não tem valor probatório.
A separação dos julgamentos ocorre após críticas públicas entre os ministros. Moraes acusou Mendonça de fazer uma “escolha seletiva” ao retirar o sigilo de apenas parte dos documentos do caso Master, mantendo 180 peças e arquivos sob restrição.
Mendonça afirmou que tornou públicos todos os procedimentos e disse que a manutenção de alguns trechos em segredo foi uma medida “prudente e responsável”. Segundo ele, a decisão buscou preservar investigações em andamento e proteger dados pessoais, bancários e fiscais dos envolvidos.



