São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Memorando propõe parceria EUA-Brasil para minerais em eventual governo Flávio

Material atribuído a André Marinho prevê alinhamento com Washington, processamento no Brasil e redução da dependência de cadeias chinesas.

Memorando propõe parceria EUA-Brasil para minerais em eventual governo Flávio

André Marinho, candidato do Partido Novo ao governo do Rio de Janeiro, preparou um memorando estratégico em inglês sobre uma possível parceria entre Brasil e Estados Unidos para a exploração de minerais críticos e terras raras durante um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A autoria aparece no próprio material e foi confirmada por Marinho.

Com 22 páginas, o documento foi produzido em 19 de março, cerca de duas semanas antes de uma viagem de Marinho aos Estados Unidos para se encontrar com o vice-presidente J.D. Vance. A capa traz a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, enquanto as páginas exibem o logotipo do candidato do PL e o slogan “Prosperity Partnership”.

Marinho afirmou que o material “não tem relação com a campanha de Flávio” e negou que tenha sido apresentado a interlocutores norte-americanos.

Plano para minerais críticos

O memorando sustenta que um governo Flávio transformaria o Brasil em fornecedor e polo de processamento de minerais críticos alinhado ao Ocidente no Hemisfério Ocidental. A proposta também prevê industrialização, geração de empregos e autonomia estratégica.

Segundo o documento, a estratégia teria três princípios: deixar de exportar apenas matéria-prima, evitar dependência estrutural das cadeias chinesas de processamento e alinhar o Brasil aos Estados Unidos na criação de um sistema alternativo de abastecimento.

A apresentação classifica o governo Lula como orientado para a China e critica o ritmo regulatório, a industrialização e a atração de capital no setor. Também afirma que uma eventual reeleição do atual presidente poderia deixar o Brasil como fornecedor de matérias-primas para a China, além de reduzir oportunidades industriais e a possibilidade de realinhamento das cadeias de suprimentos dos Estados Unidos.

Para o Brasil, o plano lista avanço na cadeia de valor, atração de capital ocidental de longo prazo, empregos de alta qualificação e maior influência geopolítica. A meta descrita é tornar o país um dos três principais fornecedores globais fora da China e um elo relevante de cadeias alinhadas aos Estados Unidos.

A proposta de parceria com Washington reúne seis frentes: mudanças na legislação minerária e no licenciamento; demanda pelos minérios brasileiros apoiada pelos Estados Unidos; estabilidade de preços; processamento e industrialização no país; integração entre capital norte-americano e ativos brasileiros; participação em um bloco de suprimentos alinhado aos Estados Unidos; e tratamento dos minerais como ativos de segurança nacional.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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