São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fachin articula resposta à crise entre Mendonça e Moraes no STF

Presidente do Supremo reuniu assessores e avalia conduzir investigações dos casos Master e INSS para reduzir a tensão entre ministros.

Fachin articula resposta à crise entre Mendonça e Moraes no STF

A crise entre André Mendonça e Alexandre de Moraes levou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a reunir auxiliares na tarde de domingo (6). O encontro tratou dos próximos passos da corte e da possibilidade de Fachin assumir as investigações dos casos Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje sob responsabilidade de Mendonça.

A avaliação é que a mudança poderia reduzir os ataques entre os dois grupos envolvidos na disputa. Interlocutores de Fachin afirmam que o objetivo é controlar os ânimos dos dois lados, enquanto integrantes que apoiam Moraes defendem o afastamento temporário de Mendonça até que sejam esclarecidas dúvidas sobre os métodos adotados pelo ministro.

Medidas em discussão

A reunião ocorreu antes da ordem de Mendonça para afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal, nesta terça-feira (8). A decisão começou a ser analisada pela Segunda Turma do STF, formou maioria e teve o julgamento suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes.

Na sexta (4), Fachin defendeu o encerramento do inquérito das fake news, aberto em 2019 e relatado por Moraes, além da criação de um código de ética para o tribunal. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, declarou: “não haverá precipitação, mas tampouco omissão”. Também afirmou que “A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”.

Fachin conversou com Luiz Inácio Lula da Silva antes da cerimônia e indicou que pretende dar andamento às acusações trocadas pelos ministros, com eventual análise pelo plenário do STF. O presidente da corte também demonstrou insatisfação com os meios usados por Mendonça e Moraes nas medidas adotadas durante o conflito.

Relatórios e investigações

Fachin já havia retirado do inquérito das fake news o pedido de Moraes para investigar Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Segundo Fachin, a medida era necessária para verificar a regularidade do ato e avaliar posteriormente as acusações apresentadas pelo relator.

Moraes baseou a apuração contra Mendonça em um relatório interno da Polícia Federal, descrito no próprio documento como sem valor probatório. O material reunia informações classificadas como de grau de confiança “baixo” ou “moderado”. A decisão veio dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório que apontava Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro.

Na noite de quinta (3), Fachin determinou que Mendonça, Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues prestassem informações em até cinco dias sobre o relatório. O presidente do STF pediu esclarecimentos sobre a ordem para identificar as pessoas que conversavam com Vorcaro e sobre o cumprimento das regras de investigação envolvendo autoridades.

A crise veio a público depois que Mendonça divulgou mensagens de Vorcaro para Moraes. O ex-banqueiro perguntou ao ministro se deveria deixar o país antes de ser preso e marcou encontros para tratar de negócios investigados. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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