São Paulo, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Protesto reúne 30 mil em Santiago contra cortes na Educação no Chile

Manifestantes criticaram a proposta orçamentária de 2027 do governo de José Kast, que prevê redução de 197 bilhões de pesos em políticas educacionais.

Protesto reúne 30 mil em Santiago contra cortes na Educação no Chile

Cerca de 30 mil pessoas participaram nesta quinta-feira (01/10) de um protesto no centro de Santiago contra os cortes em Educação previstos pelo governo de José Kast no orçamento de 2027. A manifestação foi convocada pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech).

Os Carabineros, polícia militarizada chilena, reprimiram o ato com bombas de gás lacrimogêneo, carros disparadores de jatos com líquido químico e cassetetes. Em comunicado, o Sindicato dos Professores do Chile criticou a atuação policial, principalmente em Santiago e Valparaíso.

“O que se viu nesta jornada foram ações brutais e injustificadas de forças policiais para tentar deslegitimar uma reivindicação justa dos estudantes e da sociedade chilena em defesa do investimento em Educação”, afirmou a entidade.

Também houve marchas em Temuco, Concepción, Antofagasta e Iquique. Em Valparaíso, onde fica a sede do Congresso Nacional do Chile, cerca de 10 mil pessoas participaram do segundo maior ato do dia. A região próxima ao Legislativo também registrou forte repressão.

Mario Aguilar, presidente do Sindicato dos Professores, disse que a marcha em Santiago foi “pacífica durante a maior parte do trajeto, até que os policiais começaram a provocar, tentado gerar uma reação dos estudantes e outros grupos que estavam presentes”.

Além da Confech e do sindicato, apoiaram as mobilizações a Central Única dos Trabalhadores do Chile (CUT) e a Coordenadora Feminista 8M. O movimento estudantil realiza manifestações desde junho contra a redução de verbas públicas para a Educação.

O governo de Kast afirma que o Chile enfrenta uma situação fiscal preocupante. A proposta orçamentária de 2027 prevê um corte de 197 bilhões de pesos, cerca de R$ 1,04 bilhão, em políticas educacionais. A Confech contesta a justificativa com base em dados apresentados pelo governo anterior, de Gabriel Boric (2022-2026), e defende uma educação pública gratuita e de qualidade.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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