SANTIAGO — Cerca de 30 mil pessoas participaram nesta quinta-feira (01/10) de um protesto no centro de Santiago contra os cortes em Educação previstos pelo governo de José Kast no orçamento de 2027. A manifestação foi convocada pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech).
Os Carabineros, polícia militarizada chilena, reprimiram o ato com bombas de gás lacrimogêneo, carros disparadores de jatos com líquido químico e cassetetes. Em comunicado, o Sindicato dos Professores do Chile criticou a atuação policial, principalmente em Santiago e Valparaíso.
“O que se viu nesta jornada foram ações brutais e injustificadas de forças policiais para tentar deslegitimar uma reivindicação justa dos estudantes e da sociedade chilena em defesa do investimento em Educação”, afirmou a entidade.
Também houve marchas em Temuco, Concepción, Antofagasta e Iquique. Em Valparaíso, onde fica a sede do Congresso Nacional do Chile, cerca de 10 mil pessoas participaram do segundo maior ato do dia. A região próxima ao Legislativo também registrou forte repressão.
Mario Aguilar, presidente do Sindicato dos Professores, disse que a marcha em Santiago foi “pacífica durante a maior parte do trajeto, até que os policiais começaram a provocar, tentado gerar uma reação dos estudantes e outros grupos que estavam presentes”.
Além da Confech e do sindicato, apoiaram as mobilizações a Central Única dos Trabalhadores do Chile (CUT) e a Coordenadora Feminista 8M. O movimento estudantil realiza manifestações desde junho contra a redução de verbas públicas para a Educação.
O governo de Kast afirma que o Chile enfrenta uma situação fiscal preocupante. A proposta orçamentária de 2027 prevê um corte de 197 bilhões de pesos, cerca de R$ 1,04 bilhão, em políticas educacionais. A Confech contesta a justificativa com base em dados apresentados pelo governo anterior, de Gabriel Boric (2022-2026), e defende uma educação pública gratuita e de qualidade.




