São Paulo, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Manifesto internacional pede libertação de Maduro e Cilia Flores

Organizações, partidos e intelectuais contestam os processos nos EUA e afirmam que o casal foi sequestrado por uma força militar estrangeira.

Manifesto internacional pede libertação de Maduro e Cilia Flores

Organizações sociais, partidos políticos, sindicatos e intelectuais de diferentes países lançaram um manifesto pela libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama Cilia Flores. O documento também pede o retorno seguro do casal à Venezuela e a suspensão dos processos judiciais contra os dois nos Estados Unidos.

Promovido pela plataforma Movimentos ALBA e pela Assembleia Internacional dos Povos (AIP), o manifesto afirma que Maduro e Flores foram vítimas de um sequestro realizado por uma força militar estrangeira que entrou ilegalmente em território venezuelano em 3 de janeiro. Os signatários dizem que a operação violou a Carta das Nações Unidas e a imunidade de um chefe de Estado em exercício.

O texto sustenta que não houve declaração de guerra, pedido de extradição ou autorização do Conselho de Segurança. Também afirma que os processos nos tribunais dos EUA não têm jurisdição nem provas legítimas. Entre os signatários estão o músico e ativista britânico Roger Waters, o jornalista espanhol Ignacio Ramonet e João Pedro Stédile, líder do MST no Brasil.

“Não cometeram nenhum crime, nem na Venezuela nem em qualquer outro território”, afirma o manifesto, que atribui a Washington a responsabilidade de provar a culpa do casal. O documento diz ainda que a ação teria como objetivo subjugar o governo bolivariano e manter Maduro como refém em troca de petróleo venezuelano.

Repercussão internacional

As organizações afirmam que as acusações se apoiam na narrativa do Cartel dos Sóis, descrito no manifesto como um termo usado genericamente para justificar intervenções políticas. O documento também classifica o tratamento recebido por Cilia Flores como violência de gênero por motivos políticos.

Os signatários pedem que Estados e organizações multilaterais rejeitem a política extraterritorial atribuída aos EUA. Entre as reivindicações estão a suspensão da agressão contra a Venezuela, a anulação das sanções unilaterais coercitivas e o fim do uso da “guerra contra as drogas” como justificativa para ataques e execuções extrajudiciais na América Latina e no Caribe.

Para ampliar o apoio, Movimentos ALBA e a AIP divulgaram o endereço [email protected] para receber adesões de outros grupos e intelectuais.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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