São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jornalistas seguem sem dados públicos na Venezuela após captura de Maduro

Luz Reyes afirma que 64 meios continuam bloqueados e questiona a possibilidade de uma transição democrática sob tutela dos EUA.

Jornalistas seguem sem dados públicos na Venezuela após captura de Maduro
Foto: Divulgação/Daniel Hernández

O acesso de jornalistas a dados públicos continua bloqueado na Venezuela, afirma Luz Reyes, fundadora do Efecto Cocuyo. Segundo ela, o bloqueio atinge outros 64 meios de comunicação e impede verificar informações sobre petróleo, presos políticos e vítimas de terremotos.

Reyes deixou o país depois de relatar ameaças de Diosdado Cabello, atualmente ministro do Interior. Para a jornalista, o risco de detenção de repórteres diminuiu comparativamente desde a captura de Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. Ainda assim, ela diz que a opacidade permanece como política de Estado.

Um dos casos citados por Reyes é um acordo com uma empresa dos EUA para exploração de petróleo. Ela afirma que jornalistas não sabem onde está o documento nem qual é o conteúdo do entendimento. Também não há, segundo a jornalista, informações sobre quantos presos políticos foram libertados, quantas vítimas houve nos terremotos ou como está sendo administrado o recurso do petróleo que supostamente entra no país.

A captura de Maduro ocorreu após uma intervenção americana que, na avaliação de Reyes, iniciou um período de tutela de Washington sobre o governo venezuelano. Ela disse que esperava um ataque ao território, mas não a extração do líder chavista. Em um artigo escrito enquanto os acontecimentos se desenrolavam, comparou a possibilidade de uma transição pela força ao processo ocorrido no Panamá com a queda de Manuel Noriega, em 1989.

Depois de ouvir Donald Trump em uma coletiva em Washington, Reyes concluiu que a operação não tinha relação com democracia. Por isso, questiona a possibilidade de uma transição democrática enquanto o governo venezuelano estiver tutelado pelos EUA.

Para a jornalista, a origem do problema também está na falta de soberania popular. Ela afirma que, em 28 de julho de 2024, quando Maduro alegou ter vencido a eleição, o governo ignorou a soberania popular e depois precisou entregar a soberania nacional.

Reyes defende que a reconstrução do país passe por um governo de transição capaz de estabelecer bases democráticas. Ela avalia, porém, que oposição e chavismo continuam em conflito sem considerar que existe um tutor com poder para impor decisões, mesmo quando elas contrariam os interesses da Venezuela. “Temos um país destroçado”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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