São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Mundo

Defesa de Cilia Flores propõe monitoramento privado fora de presídio em Nova York

Advogados citam sintomas cardíacos, perda de peso e necessidade de avaliação das artérias coronárias antes do julgamento em 1º de junho de 2027.

Defesa de Cilia Flores propõe monitoramento privado fora de presídio em Nova York

A defesa de Cilia Flores pediu ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York que a primeira-dama da Venezuela deixe o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn e aguarde em uma residência particular, sob regime semelhante à prisão domiciliar. O julgamento está previsto para 1º de junho de 2027.

Em carta encaminhada nesta terça-feira (08/09), os advogados Mark Donnelly e Andrés Sánchez afirmaram que Flores, de 69 anos, tem “palpitações cardíacas e dores epigástricas ocasionais”. A defesa também relatou dores no peito, arritmias, dificuldades respiratórias e perda de mais de 11 quilos desde a entrada na prisão, em 3 de janeiro.

Pedido de monitoramento

A proposta prevê vigilância 24 horas por guardas contratados de uma empresa privada, uso de tornozeleira eletrônica e restrições a visitas e comunicações. Os advogados disseram que Flores entregaria o passaporte e que os acusados pagariam os custos da estrutura de segurança.

A defesa afirmou que ela não representa risco de fuga e pretende permanecer em Nova York para acompanhar Nicolás Maduro durante as etapas do processo. Também argumentou que o presídio federal não oferece as condições necessárias para o tratamento e a recuperação da primeira-dama.

Segundo a carta, em 29 de julho, Flores teve por 30 minutos “intensa pressão no peito e sensação de falta de ar”, que cessou depois sem medicação. Os advogados levantaram a possibilidade de um infarto leve, mas ressaltaram que a hipótese não foi confirmada clinicamente.

Flores utiliza quatro medicamentos, dispõe de nitroglicerina para uma emergência cardíaca e recebeu recomendação médica para avaliar as artérias coronárias, com possibilidade de intervenção. A defesa afirmou que ela tinha boa saúde antes da prisão.

Flores está detida desde 3 de janeiro, quando foi levada com Maduro após o sequestro do casal pelo governo Trump, durante uma operação militar em Caracas na noite de 2 de janeiro. Washington acusa os dois de tráfico de drogas e terrorismo. Eles se declararam inocentes perante o Tribunal de Nova York, e o processo está na fase de apresentação de recursos contra as acusações.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.