São Paulo, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Economia melhora nos indicadores, mas percepção limita avanço de Lula

Emprego e renda avançam, mas dívidas, inadimplência e preços mantêm avaliação econômica negativa entre eleitores.

Economia melhora nos indicadores, mas percepção limita avanço de Lula

A melhora em atividade, emprego e renda não se converteu em percepção econômica positiva para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Especialistas avaliam que a oposição ocupou o debate com temas como endividamento, inadimplência e preços dos alimentos, ajudando a limitar as intenções de voto no presidente e a ampliar as chances de Flávio Bolsonaro (PL).

Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, os indicadores oferecem dados concretos para sustentar uma avaliação favorável da economia. Antônio Lavareda, cientista político, afirma que o governo não disputou a narrativa econômica e permitiu que a percepção sobre o país ficasse pior do que a avaliação que os brasileiros fazem da própria vida e do futuro.

“O governo nunca enfrentou a narrativa da oposição de que a economia está no rumo errado”, diz Lavareda. Na avaliação de Vale, a estratégia oposicionista, a disseminação de fake news nas redes sociais e um certo “cansaço” em relação a Lula dificultam a percepção de melhora. Ele também cita a crise envolvendo o STF e compara o ambiente a um “mini 2013” institucional.

Dívidas e avaliação financeira

Dados da CNC mostram que 82% das famílias tinham dívidas a vencer em agosto, maior percentual da série histórica iniciada em 2010. Em agosto de 2022, eram 79%. A inadimplência alcançou 29,9% das famílias.

Segundo pesquisa Datafolha, 45% classificam a situação financeira pessoal e familiar como regular, e 12% a consideram ruim ou péssima. Embora 43% avaliem a própria situação como ótima ou boa, 49% relatam algum grau de insuficiência financeira: 34% dizem que o dinheiro da família não basta e às vezes falta, enquanto 15% afirmam ter renda muito baixa e muitas dificuldades.

A avaliação é pior entre grupos que concentram grande parte do eleitorado. Consideram sua situação financeira ótima ou boa 36% dos entrevistados com ensino fundamental, 33% daqueles com renda familiar de até dois salários mínimos e 32% das classes D e E.

Ainda assim, 71% da população esperam alguma melhora nos próximos 12 meses. O percentual é de 65% nas classes D e E e de 62% entre entrevistados com ensino fundamental.

Preços e disputa eleitoral

Levantamento de Bruno Imaizumi, da 4intelligence, indica melhora no poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica. Em agosto de 2026, o salário mínimo de R$ 1.621 comprava 1,8 cesta básica em São Paulo, ante 1,62 em agosto de 2022.

O rendimento médio do trabalho chegou a R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto e equivalia a 4,07 cestas básicas, acima das 3,54 de agosto de 2022.

Na última pesquisa Datafolha antes da votação, Lula tinha 47% dos votos totais no segundo turno, contra 46% de Flávio, empate dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, os percentuais eram 48% e 45%, respectivamente. Em cerca de dez dias, Flávio avançou entre classe média, moradores do Sudeste, homens e evangélicos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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