A reabertura do Estreito de Ormuz dependerá do cumprimento de sete condições estabelecidas pelo Irã, afirmou neste domingo (04/10) o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf. As exigências estão vinculadas ao memorando de entendimento de Islamabad.
Qalibaf disse que os Estados Unidos apresentaram recentemente propostas por meio de um mediador, diante da resistência de Teerã. Para o presidente do Parlamento, “o tempo de protelar as exigências acabou”. Ele também afirmou que Washington não deve prolongar as negociações nem impor exigências unilaterais.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que o plano pretende encerrar os combates com os EUA, reabrir o estreito e retomar as negociações para um acordo de paz definitivo. Os termos seriam muito semelhantes aos de um memorando de entendimento de junho, rompido durante a retomada dos combates em julho.
Propostas em análise
O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que as propostas estão “atualmente em análise interna”. Segundo ele, o Irã divulgará sua posição final pelos canais apropriados quando estiver pronto e se mantém preparado para outros cenários.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã já havia esclarecido suas posições gerais aos EUA por meio de mediadores, mas ainda precisava comunicar pontos adicionais a Washington.
Baghaei afirmou que as propostas americanas estão, em geral, alinhadas com posições anteriores dos EUA, especialmente sobre a questão nuclear. O porta-voz acrescentou que o foco iraniano, nesta fase, é o Estreito de Ormuz e que a retomada da segurança na via navegável exige medidas claras por parte dos Estados Unidos.



