São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Proposta da UE prevê bloqueio de games online para menores de 15 anos

Lei Infantil da UE também exige verificação de idade em redes sociais, plataformas de vídeo, apps de IA e jogos online.

Proposta da UE prevê bloqueio de games online para menores de 15 anos

A União Europeia vai apresentar uma proposta de lei que amplia as exigências de proteção de menores na internet e inclui a verificação de idade em todos os games online. A Lei Infantil da UE (EU Kids Act) será apresentada ao Parlamento Europeu na próxima quinta-feira (17) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pela vice-presidente executiva e comissária de Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen.

O texto prevê que menores de 15 anos sejam impedidos de acessar redes sociais, plataformas de vídeo como YouTube e Twitch e aplicativos de inteligência artificial generativa, incluindo chatbots. A mesma restrição seria aplicada a todos os games online, sem exceções ou janelas de acesso em dias e horários específicos. Plataformas educacionais ficariam liberadas.

Regras para plataformas e games

A proposta estabelece contas organizadas por faixas etárias e exige que as plataformas adotem ferramentas de verificação de idade para a criação de novos perfis. Contas de usuários abaixo da idade mínima deverão ser removidas de redes sociais, aplicativos de vídeo e jogos online.

As exigências também alcançariam games distribuídos em plataformas que já realizam esse tipo de controle, como PlayStation, Xbox, Nintendo, Steam e Epic Games Store. O objetivo seria abranger títulos considerados violentos e jogos com mecanismos que estimulem sessões prolongadas ou gastos excessivos, incluindo microtransações, caixas de loot e sistemas de roleta baseados em itens limitados.

A União Europeia estuda o Modelo para Verificação de Idade (Age Verification Blueprint), conhecido como “mini-carteira”. A ferramenta seria uma carteira digital com dados do usuário, como documentos de identificação, passaporte e informações de aplicativos bancários, destinada a jovens e adultos. A proposta prevê que as plataformas implementem soluções semelhantes.

O documento também relaciona as medidas ao aumento dos riscos enfrentados por crianças e adolescentes na internet. Entre os exemplos estão recursos considerados viciantes, como o scroll infinito do TikTok, e a publicação aberta de conteúdos questionáveis ou adultos no X. Elon Musk, dono da plataforma, nega que ela continue produzindo material baseado em CSAM.

Relação com o Brasil

No Brasil, o ECA Digital não proibiu o acesso de adolescentes por idade mínima, mas alterou o sistema de classificação etária. Jogos com mecânicas de gacha e outras microtransações passaram a ser restritos a maiores de 18 anos, enquanto as caixas de loot foram proibidas, inclusive em títulos voltados a adultos.

A legislação brasileira também criou o conceito de “uso provável”, que exige ferramentas de verificação de idade e restrição de acesso para menores em aplicativos, games e plataformas, incluindo VPNs. Xbox e PlayStation já adotam mecanismos de verificação de idade.

A Electronic Frontier Foundation alerta que menores podem contornar bloqueios e que a coleta de rostos, digitais e documentos oficiais cria riscos de vigilância, ataques e vazamentos. O Discord é citado como exemplo desses riscos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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