São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Atentado em igreja de Birmingham matou quatro meninas negras em 1963

Explosão na Igreja Batista da Rua 16 deixou 22 feridos e só levou a condenações décadas depois.

Atentado em igreja de Birmingham matou quatro meninas negras em 1963

Em 15 de setembro de 1963, uma bomba explodiu na Igreja Batista da Rua 16, em Birmingham, no Alabama, durante o culto dominical. O ataque matou quatro meninas negras, com idades entre 11 e 14 anos, e feriu ao menos 22 pessoas.

As vítimas foram Addie Mae Collins, Cynthia Wesley, Carole Robertson e Carol Denise McNair. O atentado foi cometido por integrantes da Ku Klux Klan ligados à milícia supremacista conhecida como “Cahaba Boys”.

Ataque em meio à mobilização negra

A igreja era um centro de organização da comunidade negra de Birmingham e sediava reuniões da Conferência de Liderança Cristã do Sul (SCLC), além de servir como ponto de partida para manifestações contra a segregação.

Na madrugada de 14 para 15 de setembro de 1963, Robert Edward Chambliss, Thomas Edwin Blanton Junior, Bobby Frank Cherry e Herman Frank Cash esconderam sob uma escadaria lateral uma caixa com ao menos uma dúzia de cartuchos de dinamite e um temporizador. A explosão foi programada para o início do culto, quando o templo estaria cheio, principalmente de crianças.

Por volta das 10h, Carolyn Maull, de 15 anos, atendeu ao telefone da escola dominical. Uma voz masculina disse “três minutos” e desligou. Pouco depois, a bomba detonou, destruindo uma parede, abrindo uma cratera no hall, arrancando a escada de concreto e estilhaçando os vitrais.

Os corpos das quatro meninas foram encontrados sob os escombros do banheiro feminino. Carol Denise McNair tinha 11 anos. Cynthia Wesley e Carole Robertson tinham 14 anos, assim como Addie Mae Collins. Sarah Collins, irmã de Addie Mae, sobreviveu, mas perdeu o olho direito.

A explosão ocorreu durante uma campanha de desobediência civil liderada por Martin Luther King e pela SCLC. Em maio de 1963, estudantes negros haviam participado da “Cruzada das Crianças”, reprimida pela polícia com prisões, cães e jatos d’água. Em 9 de setembro, John Kennedy federalizou a Guarda Nacional do Alabama, depois que George Wallace tentou impedir a entrada de estudantes negros na Universidade do Alabama.

Investigação e condenações

O FBI identificou os quatro suspeitos até 1965, mas o diretor John Edgar Hoover impediu o compartilhamento das provas com os promotores estaduais. Em 1968, a agência encerrou o inquérito sem apresentar denúncias.

O caso foi reaberto em 1971 por ordem de Bill Baxley, procurador-geral do Alabama. Robert Edward Chambliss foi condenado à prisão perpétua em 1977 pelo assassinato de Denise McNair e morreu na cadeia em 1985. Herman Cash morreu em 1994 sem ser formalmente acusado.

Na década de 1990, o FBI retomou a investigação e recuperou gravações, depoimentos e outras evidências. Thomas Blanton Junior recebeu quatro sentenças de prisão perpétua em 2001. Bobby Frank Cherry foi condenado no ano seguinte e morreu na prisão em 2004.

O atentado fortaleceu o apoio político à Lei dos Direitos Civis de 1964, que extinguiu formalmente a segregação em espaços públicos nos Estados Unidos. Em 2013, no quinquagésimo aniversário do ataque, as quatro meninas receberam postumamente a Medalha de Ouro do Congresso.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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