Cristiano Zanin pediu providências ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) após identificar dados bancários e fiscais sigilosos em documentos anexados ao registro de candidatura de Deltan Dallagnol.
Deltan, ex-deputado e ex-procurador da Operação Lava Jato, é candidato ao Senado pelo Paraná. Os documentos foram extraídos de um processo contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público e apresentados integralmente no sistema do TRE-PR.
Em ofício, Zanin solicitou medidas para corrigir o que classificou como ilegalidade e pediu o envio das comunicações necessárias para responsabilizar os envolvidos, inclusive na esfera criminal. O ministro também acionou a presidência do STF.
A defesa de Deltan afirmou que os procedimentos foram anexados para responder às impugnações da candidatura. Segundo os advogados, a decisão de apresentar o material completo teve o objetivo de evitar a omissão de informações relevantes na análise do caso.
Entre os documentos estava uma reclamação disciplinar apresentada por Zanin contra Deltan e outros procuradores. A defesa disse que os dados fiscais e bancários do então advogado faziam parte desse procedimento.
A equipe do ex-procurador reiterou que as cópias foram protocoladas de forma integral para preservar todas as informações que pudessem ser consideradas na avaliação da candidatura. O caso envolve o registro eleitoral de Deltan no Paraná e a inclusão de documentos retirados de processo que tramita no Conselho Nacional do Ministério Público.



