O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta segunda-feira (14) o rito previsto para a sessão que analisará o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O julgamento está marcado para terça (15), às 10h.
A sessão deve começar com a abertura dos trabalhos e a aprovação da ata do julgamento anterior. Depois, o relator, ministro Edson Fachin, fará a leitura do relatório. A Procuradoria-Geral da República poderá se manifestar na sequência.
Fachin, que preside o tribunal, será o primeiro ministro a votar. Ele assumiu a relatoria do caso Master depois de afastar André Mendonça da condução da investigação. Após o voto do relator, os demais ministros devem se manifestar.
A análise poderá ser interrompida caso algum integrante do colegiado peça vista. Nesse caso, o julgamento ficará suspenso por 90 dias.
Segurança reforçada
Apesar de o rito ser semelhante ao adotado em outras sessões, o STF informou que haverá reforço na segurança dentro e fora do tribunal. O esquema para a Esplanada dos Ministérios foi organizado com a participação da Secretaria de Polícia Judicial, da Secretaria de Segurança Pública do governo do Distrito Federal, do Comando Militar do Planalto, das Forças Armadas e do Gabinete de Segurança Institucional.
Visitantes e manifestantes não poderão chegar à Praça dos Três Poderes. A Esplanada será fechada na altura da Avenida José Sarney, onde haverá uma linha de contenção com gradis e policiais. Também não será permitido estacionar a partir do Palácio do Itamaraty.
No plenário, o acesso ficará restrito a pessoas com presença confirmada pelo Cerimonial do STF. Os celulares deverão ser desligados e mantidos em sacolas lacradas até o fim da sessão.
Uma hora antes do julgamento, às 9h, a Esplanada deverá receber manifestantes convocados pelo candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), em protesto contra Moraes. O candidato defende a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e a adoção de mandatos para os magistrados.
A crise envolvendo o caso começou após André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com diálogos entre Moraes e Vorcaro. Segundo o documento, o ex-banqueiro perguntou ao ministro se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso, em novembro de 2025. O relatório também registra que Moraes fez edições em um contrato de R$ 131 milhões do escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master.



