O Partido dos Trabalhadores (PT) informou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que deferiu o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (NOVO) ao Senado pelo Paraná. A sigla defende a inelegibilidade do candidato.
Em nota, o PT-PR afirmou que recebeu o resultado com tranquilidade. A Federação Brasil da Esperança e a Coligação Paraná Para Todos sustentam que Dallagnol evitou uma punição ao pedir exoneração. Para o grupo, essa atitude levou à cassação determinada pelo TSE em 2023, posteriormente ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A avaliação do partido também considera o histórico do registro. Em 2022, o TRE-PR havia deferido por unanimidade a candidatura de Dallagnol, mas o TSE reformou a decisão. O PT disse seguir com 3 votos pela cassação e afirmou confiar que o tribunal superior manterá seu próprio julgamento, apesar do resultado da maioria no Paraná.
Críticas ao julgamento
Arilson Chiorato, presidente da Federação Brasil da Esperança, criticou a análise de uma decisão definitiva do TSE pelos desembargadores paranaenses. O TRE-PR decidiu por 4 a 3 a favor do registro.
Chiorato também mencionou a divulgação de dados sigilosos do ministro do STF Cristiano Zanin. Ele comparou o resultado atual ao julgamento de 2022, quando Dallagnol venceu no TRE-PR e perdeu no TSE por 7×0, e disse que a tendência é que o desfecho se repita.
Ao fim do julgamento, o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, condenou Dallagnol ao pagamento de multa de R$ 100 mil por litigância de má-fé. A divulgação das informações sigilosas de Zanin foi punida pelo tribunal.



