O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (NOVO) ao Senado. O candidato comemorou a decisão na noite desta terça-feira (8 de setembro) e afirmou que deverá disputar a eleição em outubro.
Dallagnol avalia que não haveria tempo hábil para uma análise do caso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, antes das eleições. Por isso, considera que seu nome estará nas urnas. Ele também disse acreditar que o TSE confirmará sua elegibilidade.
“Eu estarei nas urnas neste ano concorrendo ao cargo de senador aqui pelo Paraná”, declarou o candidato. Na fala, afirmou que pretende defender o combate à corrupção, aos abusos praticados a partir de Brasília e ao crime organizado.
Críticas ao STF
Para Dallagnol, a decisão do TRE-PR indicou que a Justiça aplicou a lei e respeitou a Constituição. Ele agradeceu a atuação do tribunal e afirmou que o resultado fortalece a democracia e a confiança no Judiciário.
O candidato também classificou o julgamento como uma decisão favorável ao povo do Paraná, que, segundo ele, teve quase 345 mil votos anulados em 2023. Dallagnol afirmou ainda ser vítima de “uma das maiores injustiças políticas da história do nosso país”.
Na sequência, criticou ministros do STF e disse que alguns juízes abusam do poder na mais alta corte do país, enquanto outros integrantes do Judiciário defenderiam a Constituição, a lei e o direito de escolha dos eleitores.
Dallagnol também declarou que caiu por terra a afirmação, atribuída por ele ao PT, de que estaria inelegível. O candidato chamou essa versão de uma das maiores mentiras do partido e pediu que os eleitores não acreditassem novamente nela.



