São Paulo, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Michelle diz que Bolsonaro enfrenta ansiedade e “dias mais difíceis”

Ex-primeira-dama não foi presencialmente a evento em Brasília e afirmou que o ex-presidente tem oscilações de ansiedade; relatório médico aponta estabilidade.

Michelle diz que Bolsonaro enfrenta ansiedade e “dias mais difíceis”

Michelle Bolsonaro não participou presencialmente de um evento de campanha nesta sexta-feira (2), em Brasília. A ex-primeira-dama, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, acompanhou o encontro por transmissão de vídeo enquanto cuidava de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

A senadora Damares Alves (PL-DF) havia dito que Michelle não compareceu porque o ex-presidente passou mal. Depois, Michelle afirmou que não houve exatamente um mal-estar, mas que Bolsonaro enfrenta “dias mais difíceis”. Segundo ela, ele apresenta ansiedade e oscilações relacionadas ao quadro.

“Não é que ele passou mal, ele tem tido dias mais difíceis”, disse Michelle. Ela também relatou dificuldades para conciliar os cuidados com o marido e a campanha eleitoral. Na ocasião, afirmou ter pedido orações a líderes religiosos e pastores, relacionando a reta final da campanha ao aumento da ansiedade do ex-presidente.

Damares declarou que Michelle aparentava estar abatida durante a participação virtual. A senadora também criticou a situação judicial de Bolsonaro e afirmou que Alexandre de Moraes teria restringido o direito do ex-presidente a um cuidador. Damares classificou Michelle como “a carcereira do Bolsonaro” e disse que uma eventual derrota eleitoral poderia levar Bolsonaro a morrer na prisão.

Relatório médico

Divulgado no mesmo dia, o relatório semanal sobre a saúde de Bolsonaro informa que ele, de 71 anos, permanece sob acompanhamento médico domiciliar e apresenta quadro clínico estável.

O documento registra redução significativa na frequência e na intensidade dos episódios de soluços após ajuste na medicação. A pressão arterial está controlada, e a avaliação cardíaca é descrita como normal. Também há uma alteração residual na base do pulmão esquerdo, mas os médicos afirmam que o ex-presidente mantém estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória.

O relatório aponta ainda efeitos secundários de medicamentos de ação central, incluindo instabilidade crônica no equilíbrio corporal e sonolência durante o dia. Por isso, recomenda cuidados preventivos contra quedas, além da manutenção de atividades físicas para fortalecimento muscular.

Bolsonaro mantém uma dieta com baixo teor de acidez e de sódio e cuidados para reduzir riscos relacionados ao refluxo gastroesofágico.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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