O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu que a Casa abra uma apuração sobre possíveis crimes de responsabilidade no Judiciário após pesquisa Quaest apontar desconfiança de 56% dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF).
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, Marinho falou a jornalistas nesta segunda-feira (14). O levantamento mostrou que 56% dos entrevistados dizem desconfiar muito do STF, enquanto 9% afirmam confiar muito na Corte.
Para o senador, o resultado evidencia o impacto do descrédito sobre o tribunal. “Como é que você pode ter um Judiciário em que a população majoritariamente não confia no tribunal?”, questionou.
Marinho afirmou que a falta de confiança estaria associada à ausência de previsibilidade, segurança jurídica e regras claras. Segundo ele, o Senado deveria cumprir a Constituição e instaurar um inquérito para investigar crimes de responsabilidade que, em sua avaliação, teriam ocorrido de forma reiterada nos últimos anos.
“Quem vigia o vigia?”, perguntou o líder da oposição ao defender uma reação do Senado à situação do STF. Ele também mencionou conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declarasse impedido.
O senador ainda criticou a atuação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que, segundo Marinho, teria proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele demonstrou perplexidade com a relação entre os dois e questionou se conversas sem a participação do ministro da Justiça tratariam de assuntos pessoais ou de inquéritos sigilosos em tramitação na Polícia Federal.




