Alexandre Curi, candidato do Republicanos ao Senado, afirmou que pretende recuperar o protagonismo do Paraná na Casa e levar a proposta de “menos Brasília, mais Paraná” ao mandato. Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), ele disse que sua experiência legislativa e administrativa o preparou para representar o estado.
A principal bandeira envolve a atualização do Fundo de Participação dos Estados e Municípios e a ampliação da autonomia de estados e municípios. Curi também defendeu que as Assembleias Legislativas possam tratar de legislação penal, sob o argumento de que os problemas regionais são diferentes.
O candidato afirmou ser municipalista e disse ter visitado todas as regiões do Paraná, onde conversou com prefeitos, vereadores e eleitores. Segundo ele, uma pesquisa interna aponta que 68% dos eleitores não sabem os nomes dos três senadores do estado. Curi declarou que o Paraná, por ser a quarta maior economia do país, precisa ampliar sua força no Senado.
Mandato e pautas no Senado
Curi prometeu cumprir os oito anos de mandato caso seja eleito, mas afirmou que mantém o sonho de disputar o governo do Paraná no futuro. Ele também disse que sua candidatura recebeu orientação do governador Ratinho Junior, que, segundo o candidato, precisava de apoio no Senado.
Entre as propostas citadas estão a revisão da legislação penal, incluindo a redução da maioridade penal, e a discussão sobre os efeitos da reforma tributária para o Paraná. Curi afirmou que o texto aprovado prejudica o setor produtivo, especialmente as cooperativas.
Na infraestrutura, mencionou investimentos na Ferroeste, a construção da terceira pista do aeroporto de Curitiba e uma ponte entre Mato Grosso do Sul e o Paraná. Segundo ele, a Ferroeste é a principal obra de infraestrutura necessária ao estado nos próximos cinco anos.
O candidato também defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), como mandato para ministros, quarentena após a aposentadoria, restrições à atuação de parentes de até 3º grau na Corte, transparência em palestras e fiscalização externa pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Curi propôs ainda limitar decisões monocráticas em casos relacionados ao Legislativo e ao Executivo.
Ele se declarou favorável ao impeachment de Alexandre de Moraes e citou como crítica um contrato de mais de R$ 100 milhões entre a esposa do ministro e um banco com interesse jurídico no STF.
Saúde, segurança e Copel
Na pauta estadual, Curi citou a saúde como prioridade, com foco na situação financeira de hospitais filantrópicos e Santas Casas. Também defendeu mais recursos federais para a educação e afirmou que a distribuição atual é desproporcional entre os estados.
Sobre segurança pública, destacou Foz do Iguaçu e pediu tratamento diferenciado para a cidade, com investimentos em hospital, turismo e reforço da segurança. Segundo ele, 300 mil paranaenses moram no Paraguai e utilizam serviços públicos de Foz do Iguaçu.
A transformação da Copel em uma corporação de capital pulverizado também foi discutida. Curi afirmou que a companhia não foi privatizada, porque o governo do Paraná continua como maior acionista e mantém poder de veto. Para ele, a mudança modernizou a empresa e ampliou sua capacidade de investimento.
Sobre a situação eleitoral de Deltan Dallagnol (NOVO), Curi disse esperar uma definição antes de 4 de outubro. O candidato afirmou que os eleitores precisam saber, antes do primeiro turno, se o voto terá validade.



