O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a desinformação e o uso irregular de inteligência artificial são preocupações maiores para as eleições do que eventuais ameaças internacionais. Ele também citou a violência política de gênero e os abusos na propaganda entre os desafios urgentes do pleito.
“Nações democráticas dialogam, não interferem”, declarou o ministro. Segundo ele, países democráticos trocam conhecimentos e contribuem para o fortalecimento das democracias.
Observadores internacionais
O processo eleitoral terá sete delegações internacionais de observadores. O grupo reúne representantes da União Europeia, do Parlamento do Mercosul, da Liga dos Estados Árabes, da Organização dos Estados Americanos e de redes eleitorais de países de língua portuguesa, de organismos eleitorais interamericanos e de Justiça Eleitoral.
Nunes Marques disse que os observadores poderão acompanhar a atuação da Justiça Eleitoral em temas relacionados ao eleitor, à votação, à apuração e à segurança do processo.
O ministro não mencionou uma possível interferência dos Estados Unidos para influenciar o resultado da eleição brasileira. O tema ganhou espaço após Renan Santos (Missão), candidato à presidência, acusar Flávio Bolsonaro (PL), também presidenciável, de receber apoio financeiro do grupo empresarial Rockbridge Network. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, teria sido um dos fundadores da organização.
Democratas do Congresso dos EUA também acusaram o governo do presidente Donald Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras. Em documento, os congressistas afirmaram que medidas da administração norte-americana buscariam favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Fiscalização nas seções
Kassio defendeu a atuação da Justiça Eleitoral para garantir que eleitores votem com liberdade, segurança e tranquilidade, respeitando os limites constitucionais.
Como nova medida para o pleito, o TSE convidará os dois últimos eleitores de cada seção a acompanhar o encerramento. A proposta é que essas pessoas atestem que nenhum voto foi registrado depois da saída delas.




