O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes questionou a rapidez na tramitação do pedido que levou ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em ofício enviado a Luiz Fux, presidente da Segunda Turma, Mendes apontou a existência de um “prévio ajuste” entre Fux e André Mendonça.
O documento foi enviado na última sexta-feira (11) e divulgado nesta quinta-feira (17). Mendes contestou os votos de Fux e Nunes Marques, que confirmaram a decisão do relator e determinaram o afastamento de Rodrigues.
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No ofício, Gilmar Mendes registrou que Mendonça deu aval ao pedido de medida cautelar às 8h43. A decisão previa o afastamento do diretor-geral da PF.
Às 9h29, o gabinete do relator incluiu o processo na pauta da Segunda Turma para referendo. Nove minutos depois, às 9h38, o gabinete de Gilmar foi informado sobre a convocação de uma sessão extraordinária, marcada para começar às 10h.
Para Mendes, a sequência indica que a sessão virtual extraordinária foi designada após um entendimento direto entre Fux e o relator, sem comunicação prévia a parte dos integrantes do colegiado. No documento, ele afirmou que o ajuste não teria sido comunicado a todos os demais integrantes da turma.
A manifestação também menciona ministros que já foram citados em mensagens de Vorcaro. O caso segue em atualização.


