A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta chegar a entre 50 e 55 senadores em 2027, após conquistar 24 das 54 cadeiras em disputa no Senado. A estimativa considera 15 novos nomes identificados como alinhados às pautas do setor, além dos parlamentares que já integram a frente.
Dos 32 deputados federais da bancada que disputaram uma vaga no Senado, 18 foram eleitos. Entre eles estão Arthur Lira, Bia Kicis, André Fufuca, Guilherme Derrite e Marcel van Hattem. Seis dos 18 senadores da FPA que concorreram à reeleição renovaram o mandato. Com isso, a frente mantém pelo menos 40 cadeiras no Senado, sem considerar novas adesões.
Resultado nas urnas
A FPA tem hoje 345 parlamentares: 48 senadores e 297 deputados federais. Dos 279 integrantes que disputaram cargos no Congresso Nacional, 66% foram eleitos. Considerando também as Assembleias Estaduais e os governos estaduais, a própria frente contabiliza 215 parlamentares vitoriosos.
Na Câmara, 261 dos 297 deputados disputaram a reeleição, e 179 conseguiram novo mandato. O presidente da FPA, Pedro Lupion, foi reeleito, assim como Zé Vitor, cotado para sucedê-lo na frente a partir de 2027. A bancada estima reunir cerca de 330 deputados a partir de fevereiro de 2027, considerando parlamentares ligados à pauta do agronegócio.
A frente representa 57,9% da Câmara e participa de comissões como Meio Ambiente, Constituição e Justiça, Relações Exteriores e Agricultura. Para obter maioria na Casa, precisa conquistar a adesão de 78 novos deputados.
Governadores e perdas
Quatro governadores ligados à bancada foram eleitos no 1º turno: Cleitinho Azevedo, em Minas Gerais; Sergio Moro, no Paraná; Marcos Rogério, em Rondônia; e Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul.
A FPA também perdeu nomes no Congresso. Arnaldo Jardim não disputou a eleição e deixará a Câmara em fevereiro. Luiz Nishimori e Ana Paula Leão não foram reeleitos e ficaram como suplentes. Ricardo Salles renunciou à disputa pelo Senado por São Paulo e ficará fora da Câmara.
No Senado, Irajá, Jayme Campos e Luis Carlos Heinze não disputaram o pleito. Zequinha Marinho e Esperidião Amin não conseguiram renovar os mandatos.
Pedro Lupion atribuiu o desempenho à defesa da pauta agropecuária e ao posicionamento político dos integrantes, de centro-direita à direita. “No Senado tivemos um crescimento absoluto exponencial e queremos eleger Tereza Cristina a presidente da Casa”, afirmou.




