São Paulo, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Eleição expõe pressão sobre famílias, empresas e contas públicas

Especialistas veem endividamento, juros altos e falta de confiança como recados das urnas e cobram planos econômicos mais claros.

Eleição expõe pressão sobre famílias, empresas e contas públicas

Os votos de domingo, 4, colocaram Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) na disputa presidencial e formaram um Congresso mais à direita. Para especialistas ouvidos, o principal recado foi a insatisfação com a situação econômica de famílias, empresas e instituições financeiras.

Daniel Wainstein, co-CEO do Grupo Seneca, afirma que as famílias estão endividadas, as empresas enfrentam dificuldades e a percepção é de falta de dinheiro. Ele também avalia que o eleitor terminou o terceiro mandato de Lula em condição pior do que aquela em que começou.

Rodolfo Riechert, CEO da Genial Investimentos, identifica fadiga com Lula e com um modelo de desenvolvimento dependente de investimentos do Estado. Michael Heydt, vice-presidente sênior para Ratings Soberanos Globais da Morningstar DBRS, cita uma ansiedade generalizada com o custo de vida e o endividamento das famílias. Na avaliação dele, esse cenário dá a Flávio uma linha de ataque para o segundo turno.

Cobrança por medidas econômicas

Os especialistas esperam que Flávio apresente medidas para a área fiscal e indique os nomes de sua equipe econômica. Wainstein diz que será necessário um plano mais amplo, capaz de mostrar uma diferença em relação aos juros atuais.

A eleição de deputados e senadores mais à direita pode facilitar aprovações no Congresso, segundo Wainstein. Ele afirma que Flávio poderá usar essa posição para aprovar medidas impopulares, mas com impacto relevante sobre os juros de longo prazo. Na avaliação dele, 2027 será mais difícil por causa dos ajustes, enquanto 2028 poderá trazer otimismo moderado.

William Jackson, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, afirma que a valorização do real pode continuar se Flávio detalhar seus planos de reforma. Uma política fiscal mais apertada, segundo ele, pode dar ao Banco Central mais confiança para reduzir a restrição da política monetária.

Riechert vê dificuldades para Lula reverter as expectativas apenas com a escolha de um nome mais favorável à responsabilidade fiscal ou com medidas para melhorar a percepção sobre as contas públicas. Heydt, porém, afirma que a capacidade política de Lula não pode ser descartada, diante da votação relativamente próxima no primeiro turno.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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