O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu 48 horas para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestar esclarecimentos antes de decidir se ele permanecerá no cargo. A análise ocorre na Suspensão de Liminar 1.946 e seguirá a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN).
Fachin atendeu a um pedido da União para suspender o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Com a decisão, também revogou o ato do ministro Flávio Dino que havia restituído os dois policiais às funções.
A saída temporária havia sido determinada pelo ministro André Mendonça. Fachin afirmou que sua intervenção busca conter um “inconciliável conflito” provocado por decisões monocráticas divergentes entre ministros do tribunal. Para o presidente da Corte, o confronto entre as medidas afeta o funcionamento da instituição e a ordem pública.
No recurso, a União argumentou que a retirada imediata do comando da PF provocaria desorganização interna e desrespeitaria a atribuição constitucional do Presidente da República de definir os dirigentes da instituição.
Mendonça também tem 72 horas para encaminhar informações sobre a decisão que tomou. Depois que todas as manifestações forem recebidas, o processo voltará ao gabinete da presidência para uma deliberação definitiva.




