A inteligência artificial generativa será um dos principais desafios das instituições democráticas para preservar a confiança do eleitor, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele falou nesta terça-feira, 8, durante a abertura da exposição “O Caminho do Voto”, na Câmara.
Motta mencionou a capacidade atual de criar e alterar fotos, áudios e vídeos com alto grau de realismo. “Preservar a confiança do eleitor diante dessa realidade será um dos grandes desafios das instituições democráticas”, declarou.
O deputado também associou a urna eletrônica a décadas de avanços tecnológicos e institucionais. A adoção do equipamento completa 30 anos em 2026, segundo Motta. Para ele, o sistema de votação respeita a vontade dos eleitores e reúne segurança, transparência e confiabilidade.
Ao lado de Motta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a urna eletrônica foi construída com participação do Congresso e cooperação entre instituições republicanas. O ministro disse que a adoção do sistema respondeu a vulnerabilidades existentes no processo eleitoral.
Construção institucional
Nunes Marques classificou o sistema eletrônico de votação como uma política de Estado desenvolvida ao longo de décadas e submetida a aperfeiçoamentos constantes. Na avaliação dele, a exatidão da apuração é assegurada pela combinação de etapas e procedimentos testados e auditados de forma contínua.
O presidente do TSE afirmou ainda que a evolução das urnas acompanha o amadurecimento das instituições democráticas brasileiras. Também disse que a tecnologia tem como finalidade proteger a integridade do processo eleitoral e a vontade do eleitorado.
“A urna não nasceu de iniciativa isolada. Ela nasceu do diálogo e da cooperação entre instituições republicanas que souberam atuar de forma harmônica”, afirmou Nunes Marques.
A exposição apresenta a trajetória do sistema eleitoral brasileiro e foi aberta durante a solenidade realizada na Câmara dos Deputados.



