BRASÍLIA — Os ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal que têm lugar cativo no plenário não compareceram ao julgamento desta terça-feira (15). Eles haviam enviado ao presidente da corte, Edson Fachin, um manifesto em defesa da busca por uma solução para a crise que atingiu o tribunal.
A segurança foi reforçada durante a sessão. Pelo menos oito policiais permaneceram dentro do plenário, uma medida incomum. Em meio à plateia, os agentes chamaram a atenção de uma pessoa que usava mímicas para se comunicar à distância com outra.
O julgamento também expôs a distância entre ministros que ocupam cadeiras lado a lado, conforme a ordem da data de posse no STF. Alexandre de Moraes e André Mendonça não se olharam nem interagiram ao longo da sessão.
Moraes era o foco dos trabalhos por uma suspeita de ser interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No início, porém, cochichou com Gilmar Mendes, apontado como aliado de Moraes na disputa de forças da corte.
Enquanto auxiliares de Gilmar manuseavam um conjunto impresso de mensagens de Vorcaro, Mendonça manteve as mãos em posição de oração. Durante a leitura do relatório por Fachin, Cármen Lúcia apoiou a testa nas mãos, e Dias Toffoli pressionou com os dedos a região entre as sobrancelhas.


