A percepção de segurança no emprego aumentou no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo a Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre. Para 60,5% dos trabalhadores, é muito improvável ou improvável perder o principal emprego e/ou fonte de renda nos próximos seis meses. No trimestre encerrado em julho, esse grupo representava 59,3%.
A parcela que considera provável ou muito provável a perda do emprego ou da renda ficou praticamente estável, em 12,2%, ante 12,1% em julho. Os que não souberam responder recuaram de 28,6% para 27,4%.
Proteção social
A pesquisa também mediu a percepção sobre a rede de proteção em caso de perda do emprego ou da principal fonte de renda. Em agosto, 39,9% se disseram muito desprotegidos, 29,7% parcialmente desprotegidos e 30,4% protegidos.
Na comparação com julho, aumentaram as parcelas dos muito desprotegidos, de 39,0% para 39,9%, e dos protegidos, de 29,1% para 30,4%. O grupo parcialmente desprotegido caiu de 31,8% para 29,7%.
Sobre o acesso a programas do governo ou benefícios sociais em caso de perda do emprego ou da renda, 45,9% responderam que teriam acesso e 54,1% disseram que não. Em julho, os resultados eram 45,3% e 54,7%, respectivamente.
Satisfação com o trabalho
A satisfação ou muita satisfação com o trabalho atual alcançou 78,1% no trimestre encerrado em agosto. O percentual voltou a subir nos últimos dois meses, após quatro quedas consecutivas. A parcela de insatisfeitos ou muito insatisfeitos ficou em 7,5%.
Entre os insatisfeitos, a remuneração baixa foi o principal motivo, com 52,5% das respostas. Também apareceram carga horária elevada, com 20,2%, e saúde mental, com 13,8%. Era possível indicar mais de uma opção.
Para Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, os dados mostram um mercado de trabalho que segue resiliente, apesar de alguma desaceleração. “ainda se mantendo em patamar positivo em termos históricos”, afirmou em comunicado.


