A Coligação “Brasil pronto pra mais”, formada pelas chapas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a remoção de uma propaganda eleitoral publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A representação foi apresentada nesta segunda-feira, 21.
O caso envolve um vídeo divulgado por Flávio no Facebook e no Instagram. Para a coligação, a peça combina declarações de Lula feitas em momentos diferentes para sugerir que o presidente teria recomendado trocar carne por ovos diante da alta dos alimentos.
A publicação foi feita em 13 de agosto de 2026 com a legenda: “Quanto tá a picanha na sua cidade? Coloque o preço nos comentários!”. Em uma das partes, com sete segundos e a indicação “14 DE MARÇO DE 2025 – EXPECTATIVA”, Lula diz que a carne cairia de preço e que os consumidores voltariam a comer picanha.
Outro trecho, identificado como “11 DE SETEMBRO DE 2026 – REALIDADE”, mostra uma fala sobre os preços da carne e do café. Nela, Lula afirma: “Se não tem carne, a gente come ovo”.
A chapa sustenta que a montagem apresenta uma promessa seguida de uma orientação para substituir a carne por ovo. Segundo a representação, no discurso usado no segundo trecho, Lula defendia a valorização do salário mínimo para aumentar o poder de compra, e não a troca entre alimentos. A coligação também afirma que o conteúdo tenta associar o presidente a uma suposta indiferença diante do custo dos alimentos.
Impulsionamento pago
A representação ainda contesta anúncios pagos veiculados no Facebook e no Instagram entre 13 e 18 de setembro. Foram quatro versões: as duas primeiras receberam R$ 35 mil cada, a terceira teve R$ 15 mil e a quarta, R$ 20 mil. O total informado foi de R$ 105 mil, e a coligação afirma que os anúncios alcançaram milhões de usuários.
Com base no artigo 38, parágrafo 4º, da Resolução 23.610/2019, a chapa solicitou ao TSE, em caráter de urgência, a retirada ou a indisponibilização do material. Também pediu multa diária se houver descumprimento e uma ordem para impedir novos impulsionamentos pagos de conteúdos substancialmente idênticos.
A campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada para se manifestar, e o espaço permanece aberto.




