O governo federal anunciou reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. A parcela mínima por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio chegará a R$ 777 a partir do calendário de pagamentos de outubro.
A correção repõe a inflação acumulada desde o relançamento do programa, em março de 2023, até agosto deste ano. A atualização entrará em vigor em 19 de outubro e alcançará mais de 19,3 milhões de famílias em situação de pobreza no país.
Reação política e impacto fiscal
A oposição classificou a medida como uma jogada eleitoral e ameaçou recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A equipe econômica afirma que o reajuste está de acordo com a legislação e com a regra que permite corrigir os valores em um intervalo de até dois anos.
Rogério Marinho, coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, disse que aconselhará o presidenciável a não levar o caso ao tribunal. “O que está acontecendo é puro desespero do Lula”, afirmou Marinho.
O reajuste não estava previsto na proposta orçamentária enviada ao Congresso em agosto. A medida deve gerar uma despesa adicional de R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos no quarto trimestre de 2026. O custo fiscal anualizado será de R$ 22,7 bilhões a partir de 2027.
Com a mudança, o valor previsto para o Bolsa Família em 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões. O ministro do Planejamento, Bruno Morett, afirmou que existe espaço fiscal para bancar o aumento. O relatório de setembro será divulgado no dia 24.
Para manter os valores atualizados e os adicionais por dependentes, as famílias devem cumprir compromissos na rede pública de saúde e manter o acompanhamento escolar dos filhos. Entre as exigências estão o pré-natal para gestantes e o acompanhamento nutricional.



