BRASÍLIA — O reajuste do Bolsa Família elevará o repasse mínimo por família de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25.
A mudança foi anunciada 17 dias antes do primeiro turno. Durante um comício em Vitória da Conquista (BA), o candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou a medida em um “ato de desespero”.
Flávio disse que pretende manter o Bolsa Família e ampliar o alcance do benefício. “Flávio disse que vai manter o benefício, mas também “abraçar, vamos cuidar, mas vamos estender a mão para fazer muito melhor”.”
O senador também afirmou que o decreto seria ilegal e proibido durante o período eleitoral. Segundo ele, o governo não havia feito o reajuste em quatro anos e buscaria obter vantagem com a medida antes da votação.
Decisão no TSE
O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou o pedido do deputado Zé Trovão (PL-SC) para barrar o reajuste. A decisão ainda não analisou o mérito da questão.
O coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), divulgou uma nota com críticas ao uso de dinheiro público. Para ele, o Bolsa Família é importante, mas não deve ser usado como instrumento eleitoral, em desacordo com o Congresso e a legislação.
Marinho também acusou o governo de elevar impostos e juros, provocar inflação, aumentar o endividamento das famílias e criar a chamada taxa das blusinhas. “É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas”, afirmou.



