São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula defende julgamento conjunto de ações contra ministros do STF

Em entrevista, presidente também falou sobre a ONU, a dosimetria dos condenados pelo 8 de janeiro e uma reforma do Judiciário.

Lula defende julgamento conjunto de ações contra ministros do STF

Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que as ações sobre as condutas dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes sejam julgadas no mesmo dia. Para o presidente, não seria adequado analisar um caso antes das eleições e deixar os demais para depois.

A união dos processos é discutida pelo Supremo Tribunal Federal em uma questão de ordem apresentada pelo decano Gilmar Mendes. O placar está em 4×3 pela separação das ações, e um pedido de vista de Flávio Dino deve empatar a votação.

Críticas a Mendonça e Moraes

Em entrevista à Rádio Itatiaia, Lula acusou Mendonça de usar a relatoria para atuar politicamente e de divulgar apenas informações de seu interesse. “O André Mendonça estava utilizando o cargo dele de relator para fazer política, está provado”, declarou.

O presidente afirmou que Moraes deverá responder caso tenha cometido irregularidades no contrato do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Ao mesmo tempo, disse que a oposição do bolsonarismo ao magistrado está ligada à prisão da família e à atuação dele em defesa da democracia nas eleições de 2022 e no julgamento da tentativa de golpe de Estado.

Lula também voltou a defender uma reforma do Judiciário, com mandato para ministros do Supremo. Segundo ele, os magistrados devem servir à sociedade e não usar o cargo em benefício próprio. O presidente afirmou ainda que a Corte precisa ser respeitada pela opinião pública para preservar a imagem de guardiã da população.

Discurso na ONU

Lula disse que seu discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas abordará a economia global, as guerras, a falta de lideranças para tomar decisões e a baixa representatividade do Conselho de Segurança da ONU.

O presidente afirmou que pretende conversar com Donald Trump depois do discurso. Segundo Lula, o americano falará na ONU após ele, e o brasileiro quer defender que não haja interferência dos Estados Unidos na eleição presidencial brasileira.

Condenados pelo 8 de janeiro

Sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Lula afirmou que eles devem cumprir as penas, mas ressaltou que a decisão cabe ao Supremo após a derrubada, pelo Congresso Nacional, de seu veto integral ao PL da Dosimetria.

“Eu acho que ninguém pode ser preso eternamente”, disse. O presidente acrescentou que a Suprema Corte pode alterar decisões anteriores e afirmou que os condenados tentaram dar um golpe.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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