São Paulo, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Bolsa Família entra na disputa eleitoral com propostas já em vigor

Candidatos defendem transição, capacitação ou exigência de trabalho, enquanto estudos apontam mobilidade social entre beneficiários.

Bolsa Família entra na disputa eleitoral com propostas já em vigor

O Bolsa Família voltou ao centro da disputa presidencial. O programa atende cerca de 20 milhões de famílias e teve o benefício mínimo reajustado em 15%, de R$ 600 para R$ 691 por família, a 17 dias do pleito.

Luiz Inácio Lula da Silva promete manter e aperfeiçoar a transferência de renda, mas não detalha como pretende fazer isso. Entre os adversários, aparecem propostas para estimular a entrada no mercado de trabalho ou o empreendedorismo. Parte dessas medidas, porém, já existe.

Estudo da FGV apontou que 60,68% dos beneficiários de 2014 deixaram o programa até 2025. Para Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre, o Bolsa Família promove mobilidade social ao impedir um nível de pobreza extrema.

Sergio Firpo, professor do Insper, avalia que o desenho do programa tem fragilidades. Segundo ele, a revisão do benefício deveria priorizar famílias com crianças e de menor renda. O economista também afirma que a falta de verificação rígida da renda pode incentivar a permanência na informalidade.

Propostas dos candidatos

Flávio Bolsonaro defende a manutenção do benefício e criticou o reajuste concedido por Lula. Seu plano prevê trilhas de capacitação e prioridade para beneficiários em programas de primeiro emprego. O programa Acredita no Primeiro Passo já oferece trabalho, estudo, empreendedorismo e microcrédito a pessoas inscritas no CadÚnico. Segundo a secretaria de Inclusão Socioeconômica, 393 mil pessoas foram beneficiadas nas ações de empreendedorismo.

Ronaldo Caiado e Augusto Cury propõem uma regra de transição para quem deixar o programa após aumento de renda. A regra existente mantém 50% do benefício por até 18 meses quando a renda familiar supera R$ 218 por pessoa. Caiado também defende a integração de dados sociais, de saúde e educação.

Romeu Zema e Renan Santos são os mais críticos ao programa. Zema propõe exigir trabalho, estudo ou qualificação de adultos aptos ao trabalho, além de um prêmio de R$ 5.000 para famílias que deixarem voluntariamente o Bolsa Família. Também defende unificar o programa com outros benefícios sociais.

Renan Santos propõe substituir o Bolsa Família por frentes de trabalho. Apenas quem não puder trabalhar manteria o benefício, com avaliação dos CRAS. Para Firpo, esse tipo de discurso associa indevidamente o beneficiário à falta de disposição para trabalhar.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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