São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Candidato do Missão prevê cortes sociais e intervenção federal em municípios

Plano de Renan Santos propõe substituir o Bolsa Família, limitar reajustes de benefícios e revisar despesas em saúde e educação.

O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou um plano de governo de 51 páginas com propostas de redução de gastos públicos, mudanças em programas sociais e maior atuação federal sobre municípios considerados ineficientes.

A principal medida fiscal seria um ajuste estimado em R$ 1,1 trilhão até 2031. O plano prevê desvincular benefícios previdenciários e assistenciais do reajuste do salário mínimo. Nesse modelo, os aumentos seriam limitados à inflação, sem ganho real.

Também estão previstas a revisão do abono salarial, a redução de renúncias fiscais, o fim dos supersalários e uma reforma da Previdência. O candidato propõe ainda retirar os pisos mínimos de saúde e educação da vinculação à receita corrente líquida. Hoje, conforme o plano, essas despesas correspondem a 15% da receita para saúde e 18% para educação.

Municípios, infraestrutura e segurança

O programa prevê a criação da Comissão Federal de Gestão Pública, responsável por estabelecer critérios de avaliação das prefeituras. A proposta inclui a possibilidade de tutela federal sobre cidades classificadas como de gestão ineficiente.

Para substituir o Bolsa Família, o Missão propõe as Frentes Cidadãs, definidas no plano como trabalho remunerado em benefício da comunidade. Na infraestrutura, Santos promete dobrar os investimentos até alcançar 4% do Produto Interno Bruto. A malha ferroviária seria ampliada de 30 mil para 40 mil quilômetros, com recursos obtidos pelo espaço fiscal decorrente dos cortes de gastos.

Na segurança pública, o candidato propõe decretos de Estado de Defesa e a adoção do chamado Direito Penal do Inimigo para processar e julgar integrantes de organizações criminosas. Entre as medidas estão a dissolução de entidades públicas ou privadas infiltradas pelo crime organizado, a criação de tribunais especializados e a federalização de processos envolvendo facções.

Saúde, educação e cultura

Na saúde, o plano prevê novos critérios para ordenar a fila do Sistema Único de Saúde, priorizando a gravidade dos casos. Também propõe um programa que combine telemedicina e diagnósticos por Inteligência Artificial.

Na educação, Santos defende o sistema fônico de alfabetização, a ampliação das escolas cívico-militares e a redução de repasses para unidades consideradas menos ordeiras. O programa também propõe o fim das cotas, a extinção da autonomia universitária e um alinhamento estratégico das instituições públicas de ensino superior com o governo federal.

Para a cultura, a proposta é fundir os ministérios da Cultura e da Educação, direcionar recursos culturais para a segurança e revisar a Lei Rouanet.

Habitação e política externa

O plano prevê acordos bilaterais com Estados Unidos e União Europeia sobre terras raras. Na política externa, apresenta o Brasil como árbitro do Sul Global, com liderança sobre a América do Sul, e rejeita o alinhamento ideológico automático com os Estados Unidos.

Na habitação, Santos propõe a conversão de favelas em bairros formais em dez anos. O programa incluiria hipotecas de R$ 200 a R$ 500 para beneficiários, demolição em 48 horas de construções não legalizadas e criminalização de organizadores de ocupações consideradas irregulares.

Segundo a campanha, o projeto custaria entre R$ 1,2 bilhão e 1,5 bilhão. O plano afirma que o Tesouro Nacional ficaria com R$ 50 bilhões a 85 bilhões dessas despesas, por meio de hipotecas, recursos do IPTU nas novas áreas e recuperação do furto de energia.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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