São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Audiência no Congresso expõe divergências sobre regras para plataformas digitais

Participantes defenderam transparência sobre algoritmos e moderação, mas divergiram entre ampliar a regulação e aplicar as leis atuais.

Audiência no Congresso expõe divergências sobre regras para plataformas digitais

Especialistas e integrantes do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional defenderam maior transparência das plataformas digitais sobre os critérios usados para recomendar, moderar e remover conteúdos e contas. A discussão ocorreu em audiência pública nesta segunda-feira (14), com posições divididas sobre a necessidade de ampliar a regulação do setor.

A presidente do conselho, Patrícia Blanco, afirmou que as contribuições da audiência poderão subsidiar a análise de propostas pelo Congresso. Para ela, as regras precisam conciliar o combate ao discurso de ódio, à intolerância e à desinformação com a preservação da liberdade de expressão.

Fernanda Campagnucci, diretora-executiva do InternetLab, disse que o Brasil já possui uma “moldura de regulação”, formada por normas como o Marco Civil da Internet, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ela, esse conjunto prevê deveres de prevenção e retirada de conteúdos ligados a crimes graves, além da avaliação de riscos algorítmicos e do dever de cuidado.

A especialista também defendeu regras proporcionais aos diferentes níveis de risco, com sanções graduais. Fernanda criticou a falta de clareza nas políticas de moderação, que, em sua avaliação, deixam usuários e moderadores sem orientação e podem levar a remoções excessivas. Ela citou ainda a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Congresso avance na regulamentação.

Alexandre Arns Gonzales, do Instituto de Desenvolvimento do Direito da Comunicação e responsável pelo Observatório De Olho na Censura, afirmou que os algoritmos afetam a participação no debate público, a visibilidade e a monetização dos conteúdos. Ele defendeu que bloqueios e remoções tenham comunicação dos motivos, fundamentação e possibilidade de recurso dentro de prazo definido.

Divergências sobre o modelo

Marcus Martins disse que a falta de uma regulação sistêmica deixa o país dependente de decisões do STF, de decretos presidenciais e de decisões do TSE. Samira Castro afirmou que regular não significa censurar e defendeu transparência, segurança e critérios para proteger o debate democrático. Ela também mencionou a violência digital contra profissionais da imprensa e números da Coalizão em Defesa do Jornalismo.

Jamil Assis, diretor do Instituto Sivis, sustentou que a internet já está sujeita a limites legais para crimes como calúnia, injúria, difamação e ameaça, além de violações contra crianças e adolescentes. Ele defendeu aplicar melhor as leis vigentes, investir em educação midiática, estimular a autorregulação e ampliar o contradiscurso.

Também participaram Rita Freire, Fernando Cabral, Caio Loures, Zilda Martins, Ramênia Vieira e Débora Duboc.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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