São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ex-sócio de Flávio Bolsonaro diz guardar material contra senador

Alexandre Santini afirma ter documentos acumulados por quase duas décadas e cobra cerca de R$ 1,4 milhão de antiga sociedade.

Quem é Santini, ex-sócio que diz poder colocar Flávio na cadeia
Foto: Reprodução

O empresário paulista Alexandre Ferreira Dias Santini afirma manter mensagens, áudios, comprovantes bancários, notas fiscais e fotografias relacionados a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu ex-sócio e ex-amigo. O acervo teria sido reunido ao longo de quase duas décadas e passou a ser mencionado após o rompimento entre os dois, causado por uma disputa financeira.

Santini conheceu Flávio no início dos anos 2000, no Rio de Janeiro, por meio de amigos em comum. Na época, era sócio de Carlos Alberto Parreira em uma empresa de importação e exportação. Depois, aproximou-se da família Bolsonaro, frequentou eventos privados e participou de viagens e festas.

A parceria comercial começou quando Flávio ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. O senador convidou Santini para integrar a Bolsotini Chocolates e Café Ltda., franquia da Kopenhagen no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca. O empresário ficou responsável pela operação diária e pelo caixa.

Disputa financeira

A loja foi citada na apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre suspeitas de desvio de parte dos salários de assessores no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Promotores investigaram se o estabelecimento teria sido usado para lavar esses recursos e chamaram Santini de “laranja de luxo”.

O empresário diz que acumulou prejuízos e cobra de Flávio aproximadamente R$ 1,4 milhão, referentes a lucros, aportes e despesas que afirma ter pago sem reembolso. Em uma reunião no gabinete do senador no Congresso Nacional, Santini relata ter apresentado uma planilha com os valores. Segundo ele, Flávio negou a dívida e afirmou que o ex-sócio perderia uma eventual ação judicial.

Santini afirma que o investimento inicial na loja foi de R$ 1 milhão. Conforme os documentos que menciona, ele aportou R$ 450 mil, Flávio colocou R$ 200 mil em dinheiro e Fernanda Bolsonaro transferiu R$ 350 mil por meio bancário.

Embora a participação societária fosse, segundo Santini, igualitária, o empresário calcula que Flávio recebeu R$ 1,7 milhão em lucros, incluindo R$ 700 mil em dinheiro vivo. Santini diz ter recebido R$ 644 mil.

Após o rompimento, durante o período eleitoral de 2022, ele enviou notificações extrajudiciais e apresentou uma reclamação pré-processual à Justiça de Brasília. O empresário também passou a conservar registros da convivência com o senador, incluindo documentos sobre despesas pessoais, operações imobiliárias com dinheiro em espécie, conversas com Fabrício Queiroz e imagens de relógios de luxo atribuídos a Flávio.

Santini afirma ainda ter fotografias e mensagens sobre encontros privados e festas. A pessoas próximas, resumiu a ameaça: “Se eu quiser, eu ponho o Flávio na cadeia”.

Resposta de Flávio

Em 2023, Flávio rejeitou as acusações e disse que Santini havia enviado recados estranhos e pedido dinheiro. O senador chamou o ex-sócio de “maluco” e classificou as acusações como “infundadas”.

Antes de se mudar para Brasília, Santini viajou de carro para Juiz de Fora (MG) com Fabrício Queiroz, em 2018. Na capital federal, abriu a Santitech Suporte em Tecnologia da Informação, empresa que ficou ativa durante dez meses e tinha como endereço cadastrado um lote sem construção na Asa Sul.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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