São Paulo, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Federação União Brasil-PP se aproxima de Flávio para a disputa presidencial

Lideranças avaliam que a eleição está definida e articulam reunião em Brasília para discutir apoio no segundo turno.

Federação União Brasil-PP se aproxima de Flávio para a disputa presidencial

A federação formada por União Brasil e PP sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A avaliação das cúpulas é que a disputa já está definida, e outros partidos do centrão podem seguir a mesma direção a partir desta segunda-feira (5).

Com 99,93% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro tinha 47,05% dos votos válidos, contra 45,14% de Lula (PT). O resultado surpreendeu lideranças que esperavam vantagem do petista no primeiro turno, ainda que por margem estreita.

A federação marcou uma reunião em Brasília para a próxima terça-feira (6), às 16h, com deputados e senadores eleitos. O objetivo é ouvir lideranças regionais. A tendência é declarar apoio a Flávio Bolsonaro, mas permitir que diretórios estaduais apoiem Lula sem punição.

Os presidentes do União Brasil e do PP, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, devem participar do encontro. Os dois demonstram inclinação a apoiar Flávio, especialmente Nogueira. Senador pelo Piauí, ele perdeu a eleição depois de Lula atuar diretamente no estado.

Negociações entre os partidos

Rueda e dirigentes do União Brasil mantêm uma postura mais cautelosa. O grupo avalia condicionar uma eventual aliança ao apoio do PL à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027. Nogueira, que ficará sem mandato a partir de fevereiro, também pode negociar espaço em um ministério.

União Brasil e PP funcionam como uma só legenda por estarem federados. A projeção é de que elejam cerca de 115 deputados, o que poderia dar a um eventual governo bolsonarista maioria na Câmara. Para Flávio, o apoio ampliaria a força da candidatura e poderia facilitar uma futura aliança de governabilidade.

No MDB, a posição ainda é incerta. O grupo ligado a Lula perdeu força após as derrotas de Renan Calheiros (AL), na tentativa de reeleição ao Senado, de Renan Filho, na disputa pelo governo de Alagoas, e do sucessor de Helder Barbalho no Pará. A ala lulista, porém, reelegeu Veneziano Vital do Rêgo (PB), Marcelo Castro (PI) e Eduardo Braga (MDB).

O Republicanos tende à neutralidade e pode liberar seus diretórios para apoiar qualquer candidato. O partido reúne uma ala bolsonarista, representada pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e também o presidente da Câmara, Hugo Motta, que fez campanha para Lula na Paraíba. A medida preservaria Motta, que se aproximou do petista para reforçar sua base na Casa.

Solidariedade e PRD, que disputaram a eleição em federação, também discutem se permanecerão neutros ou declararão apoio a Flávio. No segundo turno, o apoio formal tem efeito principalmente simbólico, porque o tempo de rádio e televisão é dividido de forma igual entre os candidatos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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