São Paulo, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Pesquisas erram ao medir força da direita no Brasil e em outros países

Flávio Bolsonaro teve cerca de 47% dos votos, contra 45% de Lula, após institutos apontarem vantagem menor para a direita.

Pesquisas erram ao medir força da direita no Brasil e em outros países

A maioria das pesquisas não antecipou a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. O senador recebeu cerca de 47% dos votos, enquanto Lula teve 45%, e agora disputa o segundo turno de 25 de outubro como favorito, segundo a avaliação apresentada no texto.

No domingo (4), Bolsonaro disse estar satisfeito porque os institutos o colocavam atrás. A diferença entre as previsões e o resultado é associada, em parte, ao chamado voto envergonhado: eleitores que não revelam sua escolha durante as entrevistas e só manifestam a decisão na urna.

Fatores apontados

Marco Carvalho Teixeira, cientista político da Fundação Getulio Vargas, afirmou que a polarização pode levar parte do eleitorado a esconder sua preferência. Ele também citou a volatilidade e a indecisão em uma eleição considerada atípica como fatores que dificultam a medição das intenções de voto.

Outro elemento foi o voto útil. James Bosworth, consultor e autor do Latin American Risk Report, disse que não houve necessariamente um viés das pesquisas em favor de Lula, mas uma dispersão entre outros candidatos, que somaram apenas 8% dos votos no domingo. Parte dos eleitores que declaravam apoio a uma terceira via teria escolhido estrategicamente um dos dois principais candidatos.

A subestimação da direita também foi observada em outros países. Nos Estados Unidos, pesquisas apontaram em 2024 uma vitória de Kamala Harris sobre Donald Trump que não ocorreu. Na América Latina, os levantamentos não anteciparam o volume de votos de Javier Milei, na Argentina, nem de Rodrigo Paz, na Bolívia. Partidos de direita e extrema direita também superaram previsões em eleições recentes na Europa.

Apesar do erro, a diferença foi menor que no primeiro turno de 2022. Naquela eleição, as pesquisas indicavam mais de dez pontos percentuais de vantagem para Lula sobre Jair Bolsonaro, mas o resultado registrou cinco pontos.

Diante da discrepância, a campanha de Flávio Bolsonaro divulgou números próprios. Rogério Marinho (PL), chefe da campanha, afirmou que, nas últimas quatro eleições, a direita brasileira ficou de 3% a 4% acima do previsto pelos institutos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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