A sucessão de António Guterres continua sem um nome dominante após a terceira rodada de consultas informais do Conselho de Segurança da ONU. A votação indicativa foi secreta, durou mais de uma hora e os resultados ainda não foram divulgados.
O presidente rotativo do Conselho e embaixador da França na ONU, Jerome Bonnafont, confirmou apenas a realização da nova etapa: “foi realizada a terceira rodada de votações exploratórias”. As duas primeiras consultas também não apontaram um favorito claro.
Candidatos
Oito nomes disputam o cargo, que ficará disponível quando o mandato de Guterres terminar no fim de dezembro. Na segunda rodada, Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana, ficou na liderança por uma pequena margem. Rebeca Grynspan, ex-ministra da Costa Rica, terminou em segundo, e Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em terceiro.
A lista inclui ainda Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos; María Fernanda Espinosa, ex-chanceler do Equador; Olara Otunnu, diplomata de Uganda; Macky Sall, ex-presidente do Senegal; e Ivonne A-Baki, diplomata e ex-ministra do Comércio do Equador.
Próximas etapas
Vários integrantes do Conselho defendem que uma mulher assuma a Secretaria-Geral pela primeira vez. Também há especulação sobre a entrada de um candidato de consenso, indicado pelos cinco membros permanentes com poder de veto: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.
Para avançar, um nome precisa obter nove votos entre os 15 integrantes do Conselho e não ser barrado por nenhuma das cinco potências. Depois, a indicação seguirá para confirmação da Assembleia Geral, que reúne todos os membros da ONU.




