O primeiro-ministro do Haiti, Alix Fils-Aimé, defendeu que a segurança nas fronteiras seja combinada com o respeito à dignidade dos migrantes. A declaração foi feita nesta sexta-feira (25), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em uma crítica indireta aos Estados Unidos.
“A proteção de uma fronteira e o respeito pela dignidade humana não são incompatíveis e precisam estar lado a lado”, afirmou Fils-Aimé.
O Haiti enfrenta crises políticas e humanitárias há décadas. Gangues armadas controlam parte do território, incluindo quase toda a capital, Porto Príncipe. O país tem cerca de 12 milhões de habitantes e aproximadamente 2 milhões de emigrados e descendentes vivendo na diáspora, principalmente nos Estados Unidos.
No país norte-americano, o presidente Donald Trump promove deportações em massa e revogações de visto que atingem haitianos. Entre as medidas está o fim do TPS, status de proteção temporária criado durante o governo de Joe Biden para proteger haitianos que chegavam aos Estados Unidos.
O Haiti também foi alvo de ataques e desinformação de Trump e de aliados. Em 2024, durante a campanha eleitoral, Trump amplificou uma informação falsa segundo a qual imigrantes haitianos estariam roubando e comendo animais de estimação em Springfield, Ohio.
Fils-Aimé pediu responsabilidade compartilhada na resolução das crises e ressaltou a gravidade da situação haitiana. “Crises que são deixadas para apodrecer vão gerar deslocamentos e migração forçada”, disse.




