São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Mundo

Rabat rejeita ligação com fluxo de migrantes que chegou a Ceuta no fim de julho

Ministério das Relações Exteriores marroquino afirma que não há dados ou relatórios que envolvam autoridades do país na crise.

Rabat rejeita ligação com fluxo de migrantes que chegou a Ceuta no fim de julho

O Ministério das Relações Exteriores do Marrocos rejeitou nesta quinta-feira (10) qualquer responsabilidade das autoridades do país pela entrada de migrantes em Ceuta, enclave espanhol no norte da África. O episódio ocorreu no fim de julho, quando cerca de 70 mil pessoas chegaram ao território nos dias 30 e 31 de julho, a pé ou a nado.

Em comunicado, o governo marroquino afirmou que nenhuma informação disponível relaciona suas autoridades à movimentação. “Nenhum dado, fato ou relatório estabelece qualquer envolvimento das autoridades marroquinas”, declarou o ministério.

Rabat também disse que não aceitará ser envolvido em disputas políticas espanholas. “O Reino do Marrocos rejeita ser usado como instrumento eleitoral e não aceitará mais servir de bode expiatório em acertos de contas políticos”, acrescentou a pasta.

A declaração foi feita uma semana depois de um relatório da polícia espanhola apontar “permissividade” de policiais marroquinos e um contingente “significativamente menor do que o habitual” no período da crise.

A entrada em massa deixou dezenas de mortos e desaparecidos. A maioria dos migrantes deixou Ceuta nos dias seguintes, mas milhares continuavam no enclave, muitos dormindo nas ruas e nas praias.

Com 18,5 km² e 80 mil habitantes, Ceuta abriga uma das duas únicas fronteiras terrestres da União Europeia com a África. A permanência dos migrantes provocou tensões com os moradores.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou em várias ocasiões que não existem “evidências sólidas” de que o Marrocos tenha estimulado a entrada. Ele enfrenta pressão da direita e da extrema direita, que questionam a condução da crise.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.