São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Marrocos rejeita responsabilidade por entrada em massa de migrantes em Ceuta

Rabat nega envolvimento das autoridades e acusa setores espanhóis de tentar transformá-lo em alvo de disputas políticas.

Marrocos rejeita responsabilidade por entrada em massa de migrantes em Ceuta

O governo do Marrocos negou qualquer participação de suas autoridades na entrada em massa de migrantes no enclave espanhol de Ceuta, ocorrida no fim de julho. Em comunicado divulgado na quinta-feira (10/09), o Ministério das Relações Exteriores afirmou que não existem dados, fatos ou relatórios que comprovem o envolvimento marroquino.

A pasta também declarou que o país não aceitará ser usado em campanhas eleitorais nem responsabilizado por disputas políticas na Espanha. A manifestação é a primeira reação oficial de Rabat desde os acontecimentos em Ceuta.

Mais de 70 mil migrantes entraram no território espanhol a pé ou a nado nos dias 30 e 31 de julho. O fluxo provocou dezenas de mortes e desaparecimentos. Embora a maioria tenha retornado pouco depois, vários milhares continuavam em Ceuta, muitos dormindo em ruas e praias.

A posição do Marrocos foi divulgada em meio ao aumento das suspeitas sobre uma possível responsabilidade de Rabat. Um relatório policial vazado apontou uma suposta permissividade das forças de segurança marroquinas durante a entrada em massa.

Alertas prévios na Espanha

A crise política envolvendo o governo de Pedro Sánchez se intensificou depois que o Executivo espanhol publicou, na quarta-feira (09/09), 40 relatórios e comunicados produzidos entre 1º e 31 de julho. Os documentos haviam sido classificados como sigilosos e tratavam da situação migratória em Ceuta.

Entre os órgãos que emitiram alertas estava o Centro Nacional de Inteligência (Cenif). Segundo os documentos, os avisos foram enviados em 29 de julho e mencionavam a possibilidade de uma ação simultânea pelo posto de fronteira e pelo mar, 24 horas antes da chegada em massa.

Um documento do Cenif registrou comunicações internas entre grupos de migrantes que organizavam incursões na noite de 29 de julho. O órgão também contabilizou quase mil travessias a nado da fronteira marroquina entre 1º e 28 de julho, em número superior ao do ano anterior.

Uma nota urgente, emitida na tarde de 29 de julho, mencionou convocações para incursões em Ceuta divulgadas em grupos do Facebook. Um deles reunia mais de 160 mil membros.

Sánchez reconheceu a existência dos alertas, mas afirmou que nenhum relatório mostrava a dimensão da crise. O primeiro-ministro também disse que não havia provas sólidas de que o Marrocos tivesse planejado ou provocado o episódio.

A oposição e parte significativa da imprensa espanhola contestam essa avaliação. Para esses setores, as informações eram graves o suficiente para justificar a mobilização do Exército. Os críticos dizem que a falta de reação buscou evitar novo desgaste nas relações entre Madri e Rabat.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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