São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula e líderes de Europa, Quênia e Canadá lançam iniciativa pelo multilateralismo

Manifesto aponta fragmentação geopolítica e defende reformas na ONU e em instituições internacionais.

Lula e líderes de Europa, Quênia e Canadá lançam iniciativa pelo multilateralismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou com António Costa, William Ruto e Mark Carney um manifesto em defesa do multilateralismo e da reforma das instituições internacionais. O documento foi publicado neste domingo, 20, poucos dias antes do início da Assembleia Geral da ONU.

Lula é presidente do Brasil; Costa, do Conselho Europeu; Ruto, do Quênia; e Carney, primeiro-ministro do Canadá. No texto, os quatro líderes descrevem um cenário de maior interdependência econômica e tecnológica, mas também de fragmentação e polarização.

O comércio global chegou a US$ 35 trilhões no ano passado, enquanto 6 bilhões de pessoas — quase três quartos da humanidade — estavam conectadas à internet. Em contraste, 2025 registrou 65 conflitos armados entre estados em 35 países, o maior número desde 1946. Os gastos militares globais subiram para US$ 2,9 trilhões.

O manifesto afirma que o direito internacional está sob pressão e menciona o avanço da linguagem de disputa por influência e poder. O documento também aponta o aumento da desigualdade e o uso de relações econômicas como instrumentos de pressão e coerção.

Nova iniciativa

Os signatários anunciaram a criação da iniciativa Parceiros para o Multilateralismo, conhecida pela sigla P4M. A proposta, segundo o manifesto, não será outro bloco exclusivo nem uma nova burocracia internacional. A ideia é formar uma estrutura flexível e aberta à participação de países de diferentes regiões.

A iniciativa deverá apoiar mudanças na ONU e em outras instituições multilaterais para torná-las mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis. Os líderes associam a cooperação internacional a desafios como a emergência climática, o avanço da inteligência artificial, o risco de novas pandemias, choques financeiros e guerras com potencial para desestabilizar regiões e provocar deslocamentos em massa.

O texto também cita gargalos marítimos globais, como o Estreito de Ormuz, e convoca outros líderes a escolher a cooperação em vez da fragmentação, a lei em vez do poder e a responsabilidade compartilhada em vez da divisão.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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