Uma explosão foi ouvida nesta quarta-feira (09/09) ao sul de Jask, cidade portuária do Irã próxima ao Estreito de Ormuz. O estrondo teria vindo do mar, mas não foram divulgadas informações sobre a origem ou a causa do incidente.
O episódio ocorre durante a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã na região. Washington afirmou ter afundado cinco petroleiros iranianos na noite desta terça-feira (08/09). Em resposta, Teerã declarou ter atacado dez embarcações próximas ao estreito.
A tensão afetou o mercado de energia. O petróleo Brent passou de US$ 100 por barril nesta quarta-feira, pela primeira vez desde julho, em meio ao aumento dos riscos em uma rota importante para o transporte de petróleo e gás.
Entre os incidentes marítimos, o petroleiro Hercules Star foi atacado enquanto estava ancorado próximo a Dubai. A empresa Peninsula, responsável pelo fretamento, informou que um marinheiro morreu e outro está desaparecido. Fontes de segurança marítima afirmaram que a embarcação pode ter sido atingida por um drone.
No Iraque, o petroleiro New Andros pegou fogo depois de ser atingido por um drone em águas iraquianas. A embarcação transportava cerca de 2 milhões de barris de óleo combustível. Os 22 tripulantes não tiveram ferimentos. A Organização Marítima e de Transporte do Reino Unido (UKMTO) também relatou incidentes no norte do Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
Resposta iraniana
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado mísseis balísticos contra uma base usada por forças norte-americanas perto de Al Azraq, no leste da Jordânia. Autoridades jordanianas disseram que 18 dos 20 mísseis foram interceptados. Os demais atingiram áreas desabitadas, sem vítimas.
A força iraniana ameaçou ampliar a resposta caso os Estados Unidos realizem novos ataques. Segundo a Guarda Revolucionária, uma ofensiva contra dois ou três alvos poderia provocar ataques contra até 20 posições.
Teerã também anunciou uma nova zona marítima restrita, com previsão de ampliação até Chabahar, no extremo sudeste da costa iraniana, perto do Paquistão. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu “a máxima contenção” às partes e alertou para os riscos de nova escalada no estreito.




