São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a acordo em sete dias

Proposta prevê cessar-fogo, desbloqueio de ativos, fim de sanções ao petróleo e encerramento do bloqueio naval dos EUA.

Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a acordo em sete dias

O Irã propôs aos Estados Unidos reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, desde que Washington aceite condições para interromper a guerra e retomar as negociações. A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ao enviado americano Steve Witkoff, na terça-feira, em Nova York.

Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (25), após a alta da véspera. Às 9h45 GMT (06h45 em Brasília), o Brent para novembro caía 1,31%, a 105,20 dólares (544,82 reais). O West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, recuava 1,93%, para 92,78 dólares (480,49 reais).

“Se certas condições forem atendidas, o estreito será aberto dentro de sete dias e as negociações começarão”, afirmou Araghchi a veículos de imprensa estrangeiros. Ele disse aguardar uma resposta de Washington e declarou que a China apoia a proposta.

O plano prevê sete condições para o fim da guerra e a reabertura da passagem marítima. Entre elas estão uma pausa de sete dias nas hostilidades no Oriente Médio, incluindo no Líbano; a liberação de ativos iranianos congelados, calculados em pelo menos 12 bilhões de dólares (62,1 bilhões de reais); o fim das sanções ao petróleo iraniano; e o encerramento do bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã. No sétimo dia, Teerã reabriria o estreito.

O porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Mohebi, também citou o fim dos conflitos no Iêmen como uma das exigências. A proposta havia sido divulgada na terça-feira por uma agência japonesa, com base no relato de uma autoridade iraniana, mas foi negada pela imprensa do Irã. Até o momento, não houve declaração oficial para esclarecer a posição de Teerã.

Em junho, Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinaram um acordo protocolar para encerrar a guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Interpretações diferentes do documento levaram à retomada dos confrontos na região.

O Irã exige autorização para a passagem de navios, alegando segurança e soberania. Em resposta, embarcações que não cumprem a exigência são atacadas regularmente, enquanto os Estados Unidos realizam bombardeios esporádicos na costa iraniana.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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