O governo dos Estados Unidos avalia ampliar sua atuação militar na América Latina sob a justificativa do combate às drogas. A estratégia está vinculada ao programa Escudo das Américas, lançado em março de 2026 pela administração de Donald Trump e apoiado por 18 países da região.
O general Francis L. Donovan, do Comando Sul dos Estados Unidos, não descartou operações terrestres em países latino-americanos. “Queremos ter todas as opções sobre a mesa”, afirmou, ao defender a possibilidade de avançar na presença militar americana na região.
Além das ações em terra, o Pentágono pretende enviar drones MQ-9 Reaper para a América Latina. Os equipamentos são usados pelos militares dos Estados Unidos para interceptar comunicações eletrônicas, detectar calor e realizar ataques de precisão. Alguns já participaram de bombardeios contra embarcações no Caribe e nas costas do Pacífico próximas à América Latina.
Escudo das Américas
O programa foi criado oficialmente em março de 2026, durante um evento realizado em um resort particular de Donald Trump, em Miami. Na ocasião, 12 países assinaram o tratado com os Estados Unidos: Argentina, Bolívia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Trinidad e Tobago.
Depois, Bahamas, Belize, Chile, Colômbia, Guatemala, Jamaica e Peru aderiram à coalizão. Colômbia e Peru entraram após eleições vencidas por Abelardo de la Espriella e Keiko Fujimori, respectivamente. No Chile, José Antonio Kast participou do evento como presidente eleito e, após tomar posse, colocou a adesão entre seus primeiros atos de governo.
Posição do Brasil
O Brasil não integra o Escudo das Américas. As eleições presidenciais de outubro, porém, podem definir a posição do país sobre o programa.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não demonstra interesse em aderir, posição que pode ser mantida caso ele seja reeleito para um quarto mandato. O senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula no pleito, prometeu incluir o Brasil na iniciativa se for eleito.
Mesmo fora do programa, o Brasil está incluído na estratégia americana de combate às drogas na região. Entre as medidas citadas está a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações “narcoterroristas”.




