Donald Trump afirmou nessa sexta-feira (5/9) que Brasil e Argentina serão os principais fornecedores da carne bovina importada pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito durante a assinatura de duas ordens executivas para o setor pecuário norte-americano.
O presidente americano disse que a participação de outros países não está descartada, mas que os maiores volumes devem vir dos dois países sul-americanos. A importação, segundo Trump, será limitada porque os pecuaristas dos Estados Unidos conseguem atender ao mercado.
“Pode haver outros países, mas agora são principalmente Argentina e Brasil”, declarou.
Medidas para o setor
O governo dos Estados Unidos havia anunciado no mês passado um plano para ampliar a oferta de carne bovina, em meio à redução dos estoques disponíveis. O programa, que prevê a suspensão das tarifas, entrou em vigor nesta semana. Até então, a Casa Branca não havia informado quais países forneceriam o produto.
Trump também afirmou que a carne brasileira e a argentina têm boa qualidade. “Ela é muito limpa, é muito boa”, disse o presidente, acrescentando que os Estados Unidos mantêm inspetores nos países fornecedores.
As ordens executivas assinadas no evento incluem a exigência de rótulos com o país de origem em toda carne bovina estrangeira vendida nos Estados Unidos. Outra iniciativa criará um programa para que pecuaristas de pequeno, médio e grande porte processem e comercializem a produção diretamente aos consumidores, sem depender das grandes empresas de processamento.
Em 28 de agosto, Trump já havia dito que preparava uma ordem para permitir que pecuaristas e agricultores processassem os próprios alimentos. Segundo o republicano, a proposta pretende reduzir a dependência dos produtores em relação às grandes processadoras de carne, acusadas por ele de exercer poder excessivo no setor.
A iniciativa ocorre enquanto o preço da carne bovina pressiona consumidores e produtores nos Estados Unidos. O tema passou a integrar as discussões econômicas do governo a poucos meses das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.



