Marco Rubio visita o Equador nesta quarta-feira (09/09), onde se reúne com o presidente Daniel Noboa. Depois de passar pela Colômbia, o secretário de Estado dos Estados Unidos segue para o Peru, em uma viagem por três países latino-americanos.
Na quinta-feira (10/09), em Lima, Rubio se encontrará com a presidente eleita Keiko Fujimori. O governo americano anunciou nesta terça-feira (08/09) a adesão do Peru ao “Escudo das Américas”, iniciativa de Donald Trump para ampliar a cooperação contra o crime organizado entre governos de direita alinhados a Washington.
Em artigo publicado nos países visitados, Rubio afirmou que os governos trabalham juntos contra ameaças transnacionais. Também deu boas-vindas ao Peru na iniciativa e classificou o país como “aliado extra-Otan”. O Departamento de Estado disse que a agenda incluirá “a cooperação reforçada na luta conjunta contra o narcoterrorismo, que ameaça nosso hemisfério; e os benefícios de relações comerciais mais profundas entre nossos países”.
Acordos com a Colômbia
A Colômbia foi a primeira parada da viagem. Rubio chegou a Barranquilla na terça-feira (08/09) e foi recebido por De la Espriella. O secretário disse que a visita pretende “restaurar a relação natural” e abrir “uma nova fase de cooperação” após o afastamento durante o governo Petro.
Rubio e o chanceler Omar Bula assinaram dois memorandos. Um trata de cadeias de suprimentos de minerais críticos e terras raras; o outro prevê “cooperação estratégica civil em matéria nuclear” para o uso pacífico da energia.
De la Espriella afirmou que a aliança entre Colômbia e Estados Unidos está mais forte e que o país quer se tornar o principal parceiro de segurança hemisférico dos americanos na América do Sul. Ele também apresentou o “Plano Patriota do Século XXI”, voltado à modernização de equipamentos, e destacou a intenção de inaugurar a sede do Escudo das Américas em Medellín.
A ONG Temblores questionou a cooperação de segurança e apresentou uma petição urgente ao Conselho de Estado. A entidade afirmou que operações militares conjuntas teriam sido autorizadas sem consulta prévia. O Conselho de Estado declarou que a consulta sobre o trânsito de tropas estrangeiras é uma obrigação prevista no artigo 237.3 da Constituição.



